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O início da colheita da soja em Mato Grosso já começa a refletir diretamente nos custos do produtor rural, com a valorização dos fretes rodoviários de grãos na maior parte das rotas acompanhadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O aumento da demanda por caminhões para o escoamento da safra intensifica a disputa por transporte e eleva os preços, reduzindo a margem de rentabilidade no campo, especialmente para quem ainda não travou contratos logísticos.
Dados do Imea mostram que rotas estratégicas para o agronegócio mato-grossense registraram altas significativas na última semana. O trajeto entre Campo Novo do Parecis e Rondonópolis, um dos principais corredores de escoamento interno do estado, apresentou frete médio de R$ 174,03 por tonelada, avanço de 1,82% em relação à semana anterior. Já a rota entre Canarana e Colinas do Tocantins, fundamental para o acesso aos corredores de exportação pelo Norte do país, teve valorização ainda mais expressiva, alcançando R$ 258,47 por tonelada, alta de 4,42%.
Na avaliação do Instituto, esse movimento é típico do período de colheita, quando a necessidade de retirada rápida do grão das lavouras pressiona o mercado de transporte. Para o produtor, no entanto, o impacto é direto: fretes mais caros elevam os custos logísticos e podem comprometer o resultado final da safra, sobretudo em um cenário de preços da soja mais ajustados e aumento das despesas operacionais.
Com a tendência de avanço da colheita nas próximas semanas, o Imea alerta que o mercado de fretes deve permanecer aquecido, exigindo maior planejamento por parte dos produtores. Estratégias como a negociação antecipada do transporte ou a diversificação das rotas de escoamento podem ajudar a mitigar os efeitos da alta e preservar a competitividade da produção mato-grossense.
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