Supostas irregularidades no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão sendo apuradas pelo Ministério Público Estadual (MPE), entre elas o sucateamento das ambulâncias. A precariedade é tamanha que às vezes é necessário os socorristas empurrarem os veículos, como mostra imagens cedidas por um cinegrafista amador, que preferiu não ter o nome divulgado. A ambulância se deslocava para atender um chamado quando teve uma pane.
A Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio da assessoria, que irá realizar uma licitação para a compra de uma nova frota para o Samu.
Nesta segunda-feira (13) outra ambulância apresentou defeito e teve que parar. O veículo estava com vazamento de óleo na embreagem e teve que sair de circulação. Além disso, está com ferrugem por toda parte e o extintor de incêndio está amarrado de forma improvisada. O sistema de refrigeração está tomado pela ferrugem. Alguns acessórios estão amarrados com esparadrapo.
Por causa do problema mecânico os socorristas tiveram que transferir os equipamentos da ambulância para outro veículo e deixaram o carro pronto para atuar nas ruas. A outra ambulância também se encontra praticamente nas mesmas condições.
"O Samu lida com vida e com morte. Cinco minutos de atraso significa a morte ou não de uma determinada pessoa, então se o tempo de resposta do Samu está prejudicado por conta das viaturas significa que a falta de um sistema de gerenciamento e manutenção delas está efetivamente causando a morte de paciente", avaliou o promotor de Justiça Alexandre Guedes.
Além da frota, o Samu enfrenta outros problemas. Os socorristas denunciam que têm que comprar até os materiais para higienizar os equipamentos da ambulância.