O Palmeiras busca um patrocinador master que banque uma parceria até o fim de 2014, ano de seu centenário - e que será marcado, dentre diversas ações, pela inauguração da nova Arena Palestra. O time estreará na Série B contra o Atlético-GO, sábado, em Itu, sem ostentar nenhuma marca no peito da camisa, já que o contrato com a montadora coreana Kia terminou no último domingo. Os anúncios espalhados pela Academia de Futebol foram mantidos. A camisa de jogo recém-apresentada, porém, já não estampa marca alguma.
– São valores altos, coisa que não se fecha do dia para a noite. O nosso objetivo é fechar um patrocínio até o fim de 2014 – diz o presidente do clube, Paulo Nobre, minimizando a demora no acerto com um novo patrocinador.
Em entrevista recente, o dirigente havia se mostrado mais otimista em relação ao assunto. Ele chegou a dizer que havia oito empresas interessadas em patrocinar o Palmeiras, sendo "duas em estágio mais avançado".
O Palmeiras ainda estuda a possibilidade de disputar algumas partidas com patrocínios pontuais. A diretoria, claro, espera que o clube não fique sem patrocinador. Isso porque atuar com a camisa limpa significa ter ainda mais dificuldades para pagar as contas do clube. Os salários de 2013 estão em dia, mas vários atletas e o técnico Gilson Kleina ainda têm direitos de imagem a receber. Para a estreia, porém, a camisa não deverá ter patrocínio pontual.
De acordo com o diretor executivo do clube, José Carlos Brunoro, por enquanto não há nada encaminhado para alguma marca estampar a camisa na partida do próximo sábado contra o Atlético-GO, pela primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
– Existe um padrão para times do quilate do Palmeiras e não queremos sair desse padrão. Se ficarmos desesperados corre o risco de baixar muito esse padrão e depois prejudicar o futuro – diz Paulo Nobre.