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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), avança em uma fase decisiva de investigações. Nesta quarta-feira (13), às 14h, a comissão ouve novos depoimentos técnicos sobre contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) no período de 2019 a 2023, intervalo que compreende os desafios da pandemia de Covid-19.
Desta vez, os convocados são os auditores da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), Kristianne Marques Dias e Gregory Diego Sacal Leite. Eles devem detalhar relatórios que apontam fragilidades em processos licitatórios e pagamentos indenizatórios realizados pela pasta.
Alertas Ignorados e “Operação Espelho”
Esta nova rodada de oitivas busca aprofundar as revelações feitas em sessões anteriores, onde técnicos da CGE já haviam relatado falhas graves na fiscalização de contratos. Entre os pontos mais sensíveis estão:
Pagamentos sem comprovação: Repasses financeiros realizados sem a devida certificação de que os serviços foram prestados;
Carga Horária: Divergências críticas no registro de horas trabalhadas por médicos;
Operação Espelho: Indícios de irregularidades em contratos que já são alvo de investigações policiais por supostos cartéis e fraudes em serviços de saúde.
Segundo os auditores, a CGE emitiu alertas formais à gestão da Saúde sobre as inconsistências, mas parte das recomendações de correção não teria sido seguida. Cerca de 30 profissionais de controle participaram do monitoramento durante o período investigado.
Cruzamento de Dados
O presidente da CPI, deputado Lúdio Cabral (PT), afirmou que o foco agora é a confrontação de provas. “Os primeiros relatos trouxeram dados preocupantes sobre alertas de controle que foram ignorados. Agora, buscamos entender por que esses fluxos foram mantidos dessa forma”, destacou o parlamentar.
Desdobramentos e Próximas Fases
A investigação não deve parar nos auditores. A CPI já articula novas convocações que incluem agentes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), da Polícia Judiciária Civil e servidores graduados da própria SES-MT. O objetivo é reconstruir o fluxo administrativo que permitiu as supostas falhas de controle.
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