O principal índice da Bovespa anulou as perdas vistas mais cedo nesta terça-feira (18) e fechou em alta, suportado pela valorização das ações da Vale.
O Ibovespa subiu 0,77%, a 49.464 pontos.
Na semana, a alta é de 0,27%. No mês, a bolsa tem queda de 7,55% e no ano, de 18,85%.
Uma das principais influências positivas para o índice foi a mineradora Vale, cujas ações ampliaram os ganhos enquanto o governo federal anunciava o código da mineração. O novo marco regulatório do setor prevê que o minério de ferro poderá ter um royaltie maior sobre o faturamento bruto da empresa, de até 4%, o que levaria a uma cobrança até duas vezes maior que a atual.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que o novo marco da mineração deverá ter um "impacto forte" para as empresas do setor. Apesar disso, ele avaliou como pontos positivos a agilização e liberação de processos ambientais e administrativos.
Cenário
"O cenário para a Bovespa não está bom. Os resultados do segundo trimestre devem ser decepcionantes. Investidores estão perdendo a confiança nas políticas econômicas do governo", disse o estrategista na Lopes Filho e Associados, Carlos Manuel Pereira da Sousa.
Para o operador Luiz Roberto Monteiro, na Renascença DTVM, a piora no cenário interno tem pressionado a Bovespa, e não há sinal de mudança. "É o IGP-M que veio acima do esperado, o dólar que não cai, fluxo de saída externo da bolsa. É todo um cenário interno ruim", afirmou.
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,74% na segunda prévia de junho, ante variação positiva de 0,01% no mesmo período de maio. Em relação à primeira prévia do mês, também houve aceleração da alta, após avanço de 0,43% na apuração anterior.
Dentro do Ibovespa, as ações da ALL foram a principal queda do índice, mesmo após a negativa da companhia para uma reportagem do "Valor Econômico" afirmando que a empresa de logística estaria planejando uma oferta de ações.
As ações das empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, operaram com forte volatilidade. As da petrolífera OGX, por exemplo, subiam ao redor de 6%, após terem caído mais de 7% na mínima dos negócios. Na segunda-feira, os papéis da OGX desabaram cerca de 15%, com persistentes desconfianças de investidores sobre o futuro da companhia.
Entre os destaques de alta estava novamente a Embraer, em meio a anúncio de novas encomendas em evento do setor aéreo em Paris.
ENVIE PARA UM AMIGO