Formado nas categorias de base do Grêmio, o ex-meia Carlos Miguel praticamente surgiu para o futebol com Luiz Felipe Scolari. Juntos, fizeram parte de uma das equipes mais vencedoras do clube, campeão de títulos como Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Na tarde desta quarta-feira, o ex-jogador foi até o estádio Olímpico visitar o antigo professor e também desejar sorte ao treinador na semana Gre-Nal.
- Tenho carinho muito grande pelo Felipão, aprendi muita coisa com ele. O mínimo que posso fazer é vir aqui e desejar boa sorte. É um clube que ele conhece como poucos. Para o momento do Grêmio, acho que foi a melhor escolha - elogia.
Ao discorrer sobre o comandante, Carlos Miguel trata Felipão como "detalhista" e especialista em bolas paradas. E acha que essas serão exatamente as armas da equipe para o clássico de número 402.
- O clássico é detalhe. Por isso, acho que ele se encaixa bem, porque ele é um detalhista. Ele sempre resolveu muito Gre-Nal no detalhe da bola parada. Além de sofrer gol de bola parada, faz muito tempo que o time não marca assim. É um artifício que os clubes têm usado bastante - analisa.
De forma geral, Carlos Miguel admite que gostaria de ver o Grêmio mais "equilibrado". E como exemplo, utiliza o time de 1995, quando atuava em bloco na defesa e ataque.
- O Grêmio está precisando de uma pessoa como o Felipão. Eu gostaria de ver o Grêmio com um pouco mais de equilíbrio. Que atuasse mais em bloco, com bastante gente no ataque e na defesa, como era na nossa época. Tenho certeza que o Felipão vai arrumar - aposta.
Gre-Nal do banguzinho
Ao eleger um Gre-Nal de destaque, Carlos Miguel faz uma viagem no tempo e lembra do "banguzinho" de 1995. Na época, o Grêmio disputou a decisão do Gauchão, em 13 de agosto, em meio a uma semifinal de Libertadores, e entrou em campo com seis titulares: Rivarola, Luciano, Roger, Dinho, Carlos Miguel e Paulo Nunes, ainda que Felipão tivesse anunciado que iria a campo com apenas três.
Mesmo com a equipe mista, o Grêmio conseguiu ser superior e venceu no Olímpico por 2 a 1, com gols de Nildo e Carlos Miguel. Zé Alcino descontou. O confronto de ida, no Beira-Rio, havia terminado em empate em 1 a 1.
- Já ganhei Gre-Nal como zebra e perdi como favorito. Prova disso foi em 1995 com o banguzinho. Metade do time era de outros jogadores do grupo. Empatamos no Beira-Rio e ganhamos no Olímpico. E fiz o segundo gol, do título - relembra.
Com ânimos acirrados, o final da partida terminou em confusão, com Nildo e Márcio expulsos. Irritado, o meio-campo do Inter agrediu o companheiro Caíco. Um novo capítulo do clássico será escrito no próximo domingo, às 16h, no Beira-Rio. Não em uma decisão, mas pela 14ª rodada do Brasileirão.