Questionado até onde o Flamengo pode chegar no Brasileirão, Ramon responde de forma direta: quer o título. O lateral-esquerdo, que no começo do ano amargou a reserva e voltou ao time titular sob o comando de Jorginho, enxerga a equipe em crescimento e traça a meta de vencer os cinco jogos que o time vai disputar antes da Copa das Confederações:
- A gente não tem elenco de superestrelas, mas isso não ganha jogo hoje em dia. O que ganha jogo é o coletivo, a responsabilidade de cada um de fazer seu papel bem feito para que o coletivo sobressaia. Nesses cinco jogos, a gente pretende ganhar os cinco para terminar na liderança ou entre os quatro primeiros - disse.
O ânimo do jogador pode vir dos resultados positivos que obteve quando esteve em campo neste ano. Em 2013, Ramon atuou pelo Flamengo em cinco oportunidades e sequer empatou uma partida: vitórias sobre o Quissamã, pela Taça Guanabara, Fluminense, pela Taça Rio, e Remo e Campinense (duas vezes), pela Copa do Brasil.
Paciente, o lateral esperou da estreia no Campeonato Carioca - na qual foi expulso - até o penúltimo jogo da competição para retomar a vaga, que havia ficado com João Paulo.
- Tem que ter maturidade, uma autocrítica muito boa. Tem que respeitar quem está jogando. Amanhã você pode querer o apoio do seu reserva. Ninguém tem vaga cativa, todo treino tem que mostrar porque merece estar jogando.
Perguntado sobre a chegada dos reforços vindos de clubes do interior paulista (Val, Bruninho, Diego Silva e Paulinho), Ramon elogiou as contratações e afirmou que quem já estava no clube terá de suar para manter o lugar no time titular.
- Todos têm que correr igual. Joguei o Campeonato Paulista e sei que é muito forte, com jogadores de qualidade. Pelo segundo ano, o Mogi Mirim exporta jogadores para times grandes. São jogadores que se destacaram, e o Flamengo teve êxito em trazê-los.