Mato Grosso, 28 de Maio de 2020
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Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus?
26.03.2020
09:30
FONTE: G1

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  • Conversas virtuais e doações estão entre as principais formas de dar apoio durante o isolamento. Especialistas citam as melhores formas de ser voluntário.

    Senhora observa a sala de recreação em asilo, em Grevenbroich, na Alemanha, que assim como Brasil, restringiu a visitação de familiares durante pandemia — Foto: Reuters/Thilo Schmuelgen

"Cuidem dos idosos". Foi com bastante ênfase que Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, repetiu diversas vezes essa frase em 17 de março, quando foi anunciada a primeira morte por coronavírus no Brasil. Ele também falou sobre a importância de proteger "pai, mãe, avó, tia-avó".

 

Desde então, existe a recomendação de se manter os idosos em isolamento social. Com isso, as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) suspenderam a visitação dos familiares e proibiram passeios diários.

 

"É importante reduzir o número de visitas para evitar contágio. Em algumas instituições a visita é aberta apenas em casos excepcionais", explica Eva Bettine, Presidente da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

 

Para diminuir a solidão, a sugestão é a videochamada. "São utilizadas para diminuir a ansiedade e os idosos saberem como estão seus familiares", diz Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

 

Como posso ajudar?

Nos tempos de isolamento e pandemia, o voluntariado passou a ser ainda mais importante para ajudar essas instituições.

 

Há muitos relatos de ações de vizinhos que se propõem a fazer compras para os moradores idosos da região, assim eles não precisam sair de casa. Há histórias de solidariedade no Paraná, São Paulo, Fortaleza, entre outros estados.

 

A prática de atividades voluntárias diretas foi suspensa nos asilos. Uma das ações mais procuradas para voluntariado é a visitação para rodas de conversa. Com o isolamento, essa tarefa sofre mudanças: mas é possível interagir com os idosos por meio de aplicativos.

 

"O vínculo pode existir mesmo sendo remoto e, nesse sentido, podemos tirar vantagem da internet", afirma a psicóloga Lecy Alves Zwarg. "Conversar, jogar, brincar, cantar, ensinar ou aprender algo podem ser alternativas para minimizar o impacto emocional do isolamento."

 

"Incluir o idoso no processo demonstrando importância da sua colaboração é fundamental para que ele se sinta parte do coletivo e sinta que é peça fundamental para evitar contágio para a sociedade como um todo. Crises podem ser oportunidades de mudanças."

 

Doações são importantes

O voluntário também pode, é claro, fazer doações de dinheiro e de mantimentos, explica Marianna Barbosa Yamaguchi, da Casa de Idosos Ondina Lobo:

 

"Uma das grandes demandas, principalmente das instituições públicas e beneficentes, é a questão financeira, principalmente neste momento, pois diminuirão as doações e as visitas, mas as instituições continuarão funcionando. Há o custo com os profissionais e tudo o que é necessário para a sobrevivência da instituição."

 

Qualquer que seja a escolha do voluntariado, é preciso entrar em contato direto com as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) de sua região ou preferência. ONGs e locais públicos costumam ter uma carência maior.

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