A negociação entre Coritiba e Atlético-MG pelo atacante Neto Berola esfriou. Já estava tudo certo entre as duas diretorias e o empresário Orlando da Hora, que gerencia a carreira do atleta, mas um pedido do técnico Cuca impediu o término do empréstimo.
Afastado do elenco principal, Berola não estava sendo relacionado para as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. De repente, Cuca resolveu incluir o jogador alvinegro no banco de reservas para o jogo contra o Santos, na última quarta-feira. Durante o segundo tempo, o treinador colocou Berola no lugar do lateral-direito Michel - única participação do atacante nas cinco rodadas.
Na opinião do presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, a decisão repentina de Cuca em utilizar o jogador foi proposital para atrapalhar a negociação com o Coritiba.
- A única coisa que posso passar é que o Cuca tem interesse. Na visão do treinador, ele é importante. Houve resistência do treinador em relação ao atleta. Quando tem resistência do treinador ao atleta fica difícil - disse Andrade, em entrevista à Rádio 98 FM Curitiba.
Para o mandatário coxa-branca, Cuca tem uma mágoa com o Coritiba, que incentivou a necessidade de interferir em um acordo envolvendo um jogador que estava encostado no Galo.
- Não sei se foi interferência a 2009, um episódio que ele guarda rancor, mas existe uma pequena mágoa do Coritiba, na minha visão. Se não existe uma mágoa, despertamos no treinador um interesse repetino ao jogador, o que vai ser bom para o atleta, que vai ter mais espaço.
O motivo da suposta raiva de Cuca com a equipe paranaense, segundo Andrade, foi por causa do rebaixamento alviverde em 2009. Na época, o atual treinador atleticano estava no comando do Fluminense, algoz do Coritiba - rebaixado naquele ano. Um grupo de torcedores foram até a casa de Cuca, no bairro Santa Felicidade, e apedrejaram.
- Não pelo jogo, mas acho que houve uma atitude de maus torcedores que foram na casa do Cuca para apedrejar e isso não concordo. Acho absurdo. Talvez ele tenha ficado triste. Mas a verdade é que ele tem interesse no jogador, vai colocar ele nas partidas e não interesse em se desfazer - conclui o presidente coritibano.