Mato Grosso, 09 de Junho de 2026
Economia / Agronegócio

Dólar fecha em alta com incertezas sobre estímulos nos EUA

24.05.2013
17:38
FONTE: Reuters

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O dólar fechou em leve alta ante o real nesta sexta-feira (24), com investidores preocupados com uma possível redução do estímulo monetário nos Estados Unidos.

A alta, no entanto, foi limitada pela atuação de  exportadores que aproveitaram a cotação mais alta para antecipar contratos.

A moeda subiu 0,32%, para R$ 2,0525. Veja cotação

Na semana, a mosa teve alta de 0,70% e no mês, de 2,55%. No ano, a alta do dólar é de 0,38%.

"A tendência (do dólar) é de alta", afirmou o operador da Intercam Corretora Glauber Romano, lembrando as incertezas sobre o futuro do estímulo monetário do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, disse recentemente haver a possibilidade de diminuir o ritmo de compras de ativos em uma das próximas reuniões, se a recuperação econômica der sinais de sustentação.

Tendencia de alta
Além disso, ele acredita que a tendência do dólar é de alta por conta da inflação mais alta e do déficit em conta corrente, que atingiu 3% do Produto Interno Bruto (PIB) pela primeira vez em mais de uma década no mês passado.

Desde o início do mês até o fechamento de quinta-feira, o dólar subiu 2,2%, encostando em R$ 2,05. Tal cotação atraía exportadores nesta sessão, que antecipavam contratos e evitavam uma valorização mais expressiva do dólar.

"Na nossa mesa está tendo bastante fluxo de entrada. O exportador tem feito bastante ACC (Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio", disse Romano.

A recente valorização do dólar deixava o mercado alerta para uma possível intervenção do Banco Central. Alguns analistas apostam em atuações com a moeda próxima a R$ 2,07. Outros, no  entanto, esperam uma sinalização mais clara da autoridade monetária para definir um limite.

"Estamos reavaliando que aquele teto pode se deslocar para cima. O dólar ainda preocupa do ponto de vista de inflação, o que reforça a expectativa de que o BC irá intervir em algum momento", disse o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, que antes via uma atuação possível com o dólar perto de R$ 2,03.

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