Mato Grosso, 13 de Julho de 2020
Economia / Agronegócio
Dólar opera em alta e volta a superar R$ 5,40
26.06.2020
08:45
FONTE: G1

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  • Dólar opera em alta e volta a superar R$ 5,40

    Foto: Pixabay

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (26), voltando a superar R$ 5,40, caminhando para seu terceiro ganho semanal consecutivo em meio a cautela no exterior devido a persistentes dúvidas de investidores sobre a pandemia e seus efeitos econômicos.

 

Às 9h14, a moeda norte-americana subia 1,26%, a R$ 5,4030. Na máxima até o momento, chegou a R$ 5,4155. 

 

Na quinta-feira, o dólar encerrou o dia em queda de 0,21%, vendido a R$ 5,3358. Na parcial do mês, passou a acumular recuo de 0,01%. Em 2020, tem alta de 33,07%.

 

Nesta sexta-feira, o Banco Central fará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em novembro de 2020 e fevereiro de 2021, destaca a Reuters.

 

Cenário local e externo

Lá fora, prevalece a cautela nos mercados à medida que os investidores evitam apostas mais arriscadas, com o ressurgimento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos e seu impacto na economia global.

 

Os mercados oscilavam as atenções nesta semana entre os temores de uma segunda onda de casos de coronavírus, principalmente nos Estados Unidos, e o otimismo em relação à melhoria dos dados econômicos na Europa, já que muitos países relaxaram as medidas de bloqueio.

 

Nesta sexta, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, avaliou que a zona do euro "provavelmente superou" o pior da crise econômica causada pela pandemia, mas alertou que a recuperação será "desigual" e "incompleta".

 

Na cena doméstica, o Banco Central (BC) revisou na véspera sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a projetar uma retração de 6,4% no Produto Interno Bruto (PIB), em linha com o mercado financeiro que estima uma contração de 6,50% neste ano, segundo o último boletim Focus.

 

Além da maior incerteza econômica, a redução da Selic a mínimas históricas é apontada por analistas como fator de impulso para o dólar, uma vez que torna rendimentos locais atrelados aos juros básicos menos atraentes.

 

Outros aspectos que têm favorecido a busca por segurança são as incertezas e tensões políticas no Brasil, que podem ser ainda mais agravadas caso haja uma segunda onda global de infecções por coronavírus.

 

 

 

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