Leila Pereira não quer mais só patrocinar o Palmeiras: a presidente da empresa que patrocina o clube há dois anos agora tem vaga no Conselho Deliberativo, o que lhe dá voz nas discussões políticas e (mais) poder para influenciar os rumos da instituição.
Doze horas depois de ter sido confirmada conselheira, ao fim de um processo marcado por polêmicas e suspeitas, Leila recebeu o GloboEsporte.com em seu escritório no Jardim Europa, em São Paulo. Ela negou ter planos de assumir a presidência e elogiou o ex-presidente Mustafá Contursi – a quem chamou de "grande professor".
Numa sala de reuniões, Leila sentou-se de costas para uma parede enfeitada por dois diplomas: um de Cidadã Paulistana, outro de Cidadã Palestrina. Ofereceu pão de queijo, sanduíches, café e suco de laranja – e não tocou em nada. Em duas horas de conversa, Leila só pegou seus dois iPhones para mostrar fotos: uma delas, uma montagem do Cristo Redentor segurando uma bandeira do Palmeiras.
Durante a entrevista, a empresária chorou uma vez (ao falar sobre uma conversa com um torcedor), riu muitas, mostrou-se incomodada com as críticas e repetiu um conceito que formou nos últimos dois anos, nos quais suas empresas despejaram R$ 350 milhões no Palmeiras.
– Vale muito a pena investir em futebol.