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A empresária Juliana Pereira Guimarães, apontada como um dos alvos da Operação “Stop Hate”, deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), nessa quarta-feira (20), possui um extenso histórico de embates na Justiça de Mato Grosso.
Uma das administradoras da página no Instagram Nexa Influencers, ela foi alvo de busca e apreensão sob a suspeita de disseminar notícias falsas e ataques coordenados contra políticos do estado. Contudo, o levantamento judicial revela que a atuação da investigada já era marcada por condenações por danos morais e cobranças de dívidas.
Entre os processos mais graves contra a empresária está uma condenação por ter manchado a imagem de uma corretora na cidade de Primavera do Leste (243 km de Cuiabá), a quem acusou de "vender carga roubada". Na ação, iniciada em 2018, foram anexadas mensagens de texto em que Juliana intimidava a vítima.
“A vida de vocês daqui para frente vai virar um inferno”, diz um dos trechos da ameaça enviado pela empresária.
A denúncia foi reconhecida por unanimidade pela Terceira Turma Recursal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que sentenciou Juliana a pagar R$ 6 mil à corretora por danos morais.
O levantamento dos arquivos do Poder Judiciário aponta que Juliana acumula processos com valores de causa superiores a R$ 200 mil, resultado de uma série de ações de cobrança e execuções fiscais e cíveis.
Em um dos casos, distribuído em agosto de 2016, ela foi processada pela emissão de cheques sem fundo. Embora o credor cobrasse inicialmente o valor de R$ 30 mil, a cobrança atualizada chegou a bater a casa dos R$ 99 mil devido aos juros acumulados ao longo dos anos. A Justiça enfrentou imensas dificuldades para dar andamento ao caso e, após o autor da ação deixar de responder às intimações, o processo acabou extinto sem o julgamento do mérito por abandono da causa.
Outra disputa envolve um condomínio de alto padrão situado em Rondonópolis. No residencial, Juliana foi proibida de utilizar as áreas comuns, como espaços de lazer e piscina, devido à inadimplência no pagamento das taxas condominiais. Considerando a restrição abusiva, a empresária decidiu processar o condomínio exigindo indenização por danos morais.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, foi possível identificar os responsáveis por uma empresa diretamente ligada a perfis de redes sociais que divulgavam imagens, vídeos e informações inverídicas em tom jocoso contra autoridades e figuras públicas. Diante das evidências, a Polícia Civil solicitou ordens judiciais, que foram deferidas pelo Judiciário.
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, com o confisco de celulares, computadores e mídias digitais para análise pericial e preservação de provas. A Justiça também impôs medidas cautelares severas a Juliana e aos demais investigados, proibindo novas publicações que façam menção às vítimas e vetando qualquer tipo de contato entre os envolvidos no esquema.
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