Mato Grosso, 06 de Maio de 2026
Policia

Ex-presidiário fez videochamada para a companheira após estuprar e matar enteada

05.05.2026
08:56
FONTE: Redação/Policia

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O padrasto de 24 anos preso acusado de estuprar e causar a morte da enteada, de apenas 3 anos de idade, teria feito uma vídeo chamada com a mãe da criança após cometer o crime. O fato ocorreu em Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), na madrugada de domingo.

Segundo as investigações da Policia Civil, após cometer o abuso, o suspeito chegou a realizar uma videochamada para a mãe da criança, que estava no trabalho, simulando que a menina estava apenas dormindo profundamente e não despertava.

Em depoimento, a mãe relatou que trabalha desde a madrugada e deixa as filhas sob os cuidados do padrasto. Segundo o delegado Honório Gonçalves, o suspeito tentou criar uma narrativa de morte natural logo no primeiro contato com a companheira.

"No momento dos fatos, segundo ela, ele teria ligado para ela, informado que a menina não queria acordar, fez até uma videochamada", explicou o delegado.

Diante da imagem da filha imóvel, a mãe correu para a residência e levou a criança à unidade de saúde, onde o óbito foi confirmado. Embora o padrasto sustentasse que a menina havia "passado mal", a análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) rapidamente desmentiu a versão.

O exame de necropsia identificou lesões graves nas partes íntimas da vítima. Além disso, a equipe de investigação encontrou provas contundentes na residência do casal, descrita como um ambiente insalubre.

"O médico legista identificou indícios fortes da prática de atos sexuais contra essa criança de 3 anos. Inclusive, durante a perícia, foi arrecadada uma peça de roupa intima dessa vítima que tinha manchas de sangue", afirmou o delegado.

No quarto onde o crime teria ocorrido, peritos localizaram pontos de sangue no colchão e um sachê de lubrificante descartado, indicando uso recente.

O suspeito já possui passagens por tráfico de drogas e envolvimento com organizações criminosas, tendo sido alvo de operações anteriores na região. O acusado estava em liberdade há dois meses.

"Ele está sendo autuado, a princípio, pelo crime de estupro qualificado pela morte. Houve uma inovação legislativa recente que aumentou a pena desse crime, que hoje vai de 20 a 40 anos", ressaltou o delegado.

A mãe da criança também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil investigará se houve omissão ou conivência por parte dela, além de analisar as condições de maus-tratos no imóvel.

Uma segunda criança, irmã da vítima, de 6 anos, foi retirada do local pelo Conselho Tutelar e entregue provisoriamente ao pai biológico.

 

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