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Exportações de frango batem recorde histórico em 2025, mesmo com gripe aviária
As exportações brasileiras de carne de frango encerraram 2025 com recordes históricos de volume e de receita, mesmo em um ano marcado por desafios sanitários, como a gripe aviária. A avaliação foi feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
De janeiro a dezembro do ano passado, o Brasil embarcou mais de 5,32 milhões de toneladas de carne de frango, superando o volume registrado em 2024, quando as exportações somaram 5,29 milhões de toneladas. O crescimento de 0,6%, embora considerado modesto, ganha relevância diante do cenário adverso enfrentado pelo setor ao longo de 2025.
Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho confirma a resiliência da avicultura brasileira, que conseguiu manter competitividade e atender à demanda internacional mesmo sob pressão sanitária e com ajustes logísticos exigidos por mercados compradores.
Dezembro concentra forte aceleração dos embarques
O mês de dezembro teve papel decisivo no fechamento positivo do ano. As exportações ultrapassaram 510,8 mil toneladas, volume significativamente superior às 434,9 mil toneladas embarcadas em novembro de 2025 e às 448,7 mil toneladas registradas em dezembro de 2024. Na comparação mensal, o avanço foi de 17,5%, enquanto, na análise anual, o crescimento alcançou 13,9%.
O resultado fez de dezembro de 2025 o segundo maior volume mensal da série histórica da Secex, iniciada em 1997, ficando atrás apenas de março de 2023, quando foram exportadas 514,6 mil toneladas de carne de frango.
Receita também alcança novo patamar
Além do avanço nos volumes, a receita cambial do setor também bateu recorde. Em 2025, as vendas externas da carne de frango geraram R$ 54,7 milhões, valor 1,8% superior ao registrado em 2024, consolidando o melhor resultado financeiro da história das exportações do produto.
Para o Cepea, os números reforçam o protagonismo do Brasil no comércio global de proteínas animais e indicam que, mesmo diante de crises sanitárias e oscilações de mercado, o país segue ampliando sua presença internacional, sustentado por escala produtiva, eficiência e confiança dos compradores externos.
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