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O Santos poupou os titulares na estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Bahia, no último domingo, em Salvador. Para o volanteHenrique, o descanso veio em boa hora, para que o time pudesse se recuperar da maratona de finais do Paulista e e início dos mata-matas da Taça Libertadores. Agora, garante o volante, o time está inteiro para o confronto de volta das quartas de final do torneio sul-americano, diante do Vélez Sarsfield-ARG, nesta quinta-feira, às 20h, na Vila Belmiro.
- Descansar um ou dois dias a mais é muito válido. Não só pela sequência de jogos que estamos tendo, mas por se tratarem de confrontos decisivos. O psicológico pesa bastante nessas horas. Você fica ansioso, há vários fatores. Esse final de semana sem jogo foi proveitoso para todos nós, pois descansamos e retomamos as energias para a partida de quinta, em que temos de reverter o placar - analisou.
De fato, desde que se encerrou a primeira fase do Campeonato Paulista - precisamente no final de semana em que comemorou 100 anos de vida, com a goleada por 5 a 0 sobre a Catanduvense - o Santos encarou uma decisão atrás da outra. Primeiro, foi o jogo contra o The Strongest-BOL, na Vila Belmiro, no qual o Peixe ainda precisava se garantir matematicamente nas oitavas da Libertadores. O Alvinegro Praiano venceu por 2 a 0 e garantiu a liderança de seu grupo.
Em seguida, vieram os mata-matas do estadual (Mogi Mirim, São Paulo e os dois jogos com o Guarani), intercalados com os confrontos com o Bolívar-BOL e o duelo da última quinta contra o Vélez, em Buenos Aires - na Argentina, o Santos foi derrotado por 1 a 0 e precisa ganhar na Vila por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar às semifinais. A única 'quebra' dessa jornada decisiva ocorreu justamente domingo, na estreia do Brasileirão.
Em campo
Além da carga de jogos complicados em sequência com os quais vem se deparando, o Peixe encara nesta quinta uma equipe experiência, acostumada a decisões.
- A escola argentina é uma das mais complicadas. Já pude vivenciar isso há algum tempo. Marcam forte, mas também que sabe jogar, tocam muito bem a bola e sabem atuar sob pressão - destacou o volante, que vem sendo improvisado na lateral direita em razão da lesão que afastou o uruguaio Fucile dos gramados há cerca de um mês, mas já deixou claro que não se vê seguindo na posição.
- Sempre joguei no meio, é onde tenho mais contato. Levo mais jeito para ser volante. Mas acho que tenho ajudado. Estou sempre apto para atuar onde o treinador me colocar. Quero sempre ajudar ao Santos e aos meus companheiros. Mas não pretendo me firmar (na lateral), não - concluiu.
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