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De uma sala com imensas janelas no 15º andar de um prédio comercial no Centro, o atual prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), está de olho na cidade. A vista privilegiada do Guaíba, no entanto, parece não distrair o político nem a equipe de assessores que o cerca durante a conversa com a reportagem do G1 no escritório político da campanha. "Sabemos que ainda há muitas coisas a fazer pela nossa capital, mas estamos avançando", diz ele, que tenta a reeleição ao Paço Municipal com a coligação “Por Amor a Porto Alegre” (PDT, PMDB, PP, PTB, PPS, PRB, PMN, DEM e PTN). Seu vice é Sebastião Melo (PMDB).
Desta segunda (6) até domingo (12), o G1publica os perfis dos sete candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. A ordem de publicação foi definida a partir das intenções de voto da pesquisa Datafolha divulgada no dia 21 de julho. No caso de candidatos em que houve empate, foi usada a ordem alfabética.
Fortunati nasceu em Flores da Cunha, na Serra, há 56 anos. Filho mais novo de um servidor do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e de uma professora e costureira, tem apenas uma irmã. "Tive uma infância muito agradável. Eu estudava e complementava a renda da família fazendo caixinhas de uva e empalhando garrafões", recorda. Mudou-se para Porto Alegre aos 17 anos para cursar Matemática na UFRGS, quando morou na casa do estudante da instituição. “Naquela época não eram admitidas moças. Organizamos a chamada ‘invasão feminina’ e quatro meninas passaram a residir no local”, conta, aos risos. Posteriormente fez Administração Pública, Administração de Empresas e Direito. Em 1976, foi aprovado no concurso do Banco do Brasil.
Casado com a relações públicas Regina há 20 anos, é padrasto de Bernardo, 27. No tempo livre, gosta de ir ao cinema, ao teatro, costuma ler e pedalar. "Minha bicicleta é de 1955 e a da minha esposa, de 1959. São muito pesadas, mas um charme. Andamos bastante nos fins de semana." Futebol é outra paixão. Torcedor do Grêmio, faz questão de ir ao estádio apoiar o Tricolor. "Em 1995, quando eu ainda estava no PT, fundamos um núcleo gremista. Mas como ir ao estádio de vermelho (cor da legenda)? Foi quando propus a bandeira azul, preta e branca do partido, que existe até hoje."
Engajado na luta sindical dos bancários desde 1979, Fortunati começou de fato na vida parlamentar em 1987, quando foi eleito deputado estadual pelo PT, partido do qual se desfiliou em 2002. Foi deputado federal por duas vezes (1990 e 1994) e vice-prefeito na gestão de Raul Pont (1997/2000). Eleito vereador em 2000. De 2003 a 2006, foi secretário Estadual da Educação e, em 2006, secretário municipal do Planejamento. Em 2008 foi vice-prefeito na gestão José Fogaça. Com a renúncia do titular, assumiu o cargo em 2010. “Queremos dar continuidade e aperfeiçoar o trabalho que estamos desenvolvendo no nosso município, com a participação da comunidade."
Na entrevista, o G1 pediu que o político respondesse perguntas feitas a todos os candidatos, sobre trajetória política e os temas que mais preocupam os eleitores, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada em 21 de julho. Confira as respostas.
Qual o momento mais marcante na sua carreira política?
"A posse na prefeitura de Porto Alegre, em 2010. Era um sonho antigo e foi um momento que me marcou com muita intensidade. ”
Na sua opinião, qual é o principal problema de Porto Alegre? Qual sua proposta para resolvê-lo?
"Saúde. Temos um bom atendimento em média e alta complexidade, mas estamos atendendo um contingente muito elevado de pacientes do interior. O desafio é gerenciar essa situação. Para isso, a informatização dos processos é fundamental."
Como deve ser a Porto Alegre do futuro?
“Uma cidade preocupada com o cidadão, orgulhosa dos serviços públicos, moderna e ambientalmente sustentável.”
Em recente pesquisa do Datafolha, quatro temas foram escolhidos pelos eleitores como principais problemas ou maiores preocupações em Porto Alegre. Cite propostas para cada uma destas áreas: saúde, segurança, trânsito e educação.
- Saúde: organizar o fluxo de pacientes vindos do interior. Informatizar o sistema. Aumentar o número de leitos. Investir no Saúde da Família e em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
- Segurança: ampliar o número de policiais militares. Construção do Centro Integrado de Comando. reforçar o monitoramento eletrônico da cidade.
- Trânsito: fomentar o transporte público, com os Bus Rapid Transit (sistema de serviço rápido de ônibus). construir o metrô. Investir no sistema hidroviário.
- Educação: ampliar o número de creches e escolas de Educação infantil. Investir na escola em tempo integral.
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