Mato Grosso, 10 de Abril de 2026
Esportes

Luxemburgo detona Fifa e federações: "futebol é ditatorial"

04.12.2014
20:18
FONTE: Terra

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  • Vanderlei Luxemburgo
O técnico Vanderlei Luxemburgo mostrou-se incomodado com atitudes recentes da Fifa e das federações estaduais brasileiras. Em entrevista ao Terra concedida nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, o atual treinador do Flamengo detonou ambas as entidades e afirmou, lembrando sua história antiga e a busca pela democracia no Brasil, que "não existe democracia no futebol".

A questão da Fifa que incomoda Luxemburgo e iniciou seu desabafo é o fim da participação de agentes, empresários e fundos de investimentos em contratos de jogadores com os clubes. A prática é recorrente no Brasil e utilizada pela maioria das grandes equipes, que têm nos fundos de investimento um apoio para a contratação de reforços. A ação está prevista para acabar em breve em todo o mundo, após um período de transição.

“Todo processo ditatorial tem que ser abolido. Isso (fim dos empresários) tem que botar em discussão. Não pode ser uma determinação. Cada economia é diferente, a Fifa age de forma muito ditatorial. Era muito pior anos atrás, já tiveram algumas ações no futebol e aconteceram muitas mudanças. Mas não pode ser ditatorial, como a federação ditar que só pode inscrever 25 jogadores no campeonato e ponto. Aí um jogador que vai estar lesionado e só volta em março, onde vai jogar? São coisas muito ditatoriais, têm que ser colocadas em discussão com técnico, times”, disparou.

A questão citada pelo treinador das federações estaduais faz referência a uma decisão tanto da Federação Carioca quanto da Federação Paulista de só permitir inscrições de 28 jogadores por equipe na edição do próximo ano dos torneios, sendo 25 atletas de linha e três goleiros. A atitude, pelo menos no território paulista, foi aceita por todos os clubes com exceção do São Paulo. Luxemburgo, no entanto, detonou tribunal, CBF e Fifa por vetarem críticas, contrário do praticado na política.

“Futebol é o espaço mais ditatorial do mundo. A gente vem de uma época lá atrás, vem de lutas... Eu posso chegar aqui e falar por exemplo que a presidente Dilma Rousseff é incompetente, administra mal o Brasil. Eu sou petista, posso até falar. Mas não posso falar que o presidente da federação é ruim. Não tem democracia no futebol. Se eu falar que o Paulo Schmitt se equivoca, se o presidente do tribunal se equivoca, eles me chamam para o tribunal toda hora. Lutamos tanto pela democracia, você pode falar que a presidente é incompetente, mas não pode falar se a CBF é”, criticou.

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