Mato Grosso, 20 de Setembro de 2020
Mato Grosso
Mãe cria vaquinha para ajudar filho com doença de pele rara em MT
15.09.2020
08:38
FONTE: G1 MT

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  • Segundo a mãe, o custo mensal para manter ele estável chega em torno de R$10 mil e a família não tem condições de custear essas despesas.

    Família faz vaquinha para comprar medicamentos — Foto: Reprodução

Ana Cristina Santos é de Rondonópolis, na região sudeste do estado, e criou uma vaquinha online para comprar medicamentos ao filho que tem uma doença de pele rara. Segundo a mãe, o custo mensal para manter ele estável chega em torno de R$10 mil e a família não tem condições de custear essas despesas.

 

Pedrinho tem 16 anos e nasceu com uma doença de pele rara que não tem cura chamada epidermólise bolhosa. É uma doença que causa bolhas e outras lesões doloridas na pele, semelhante a queimaduras.

 

A rotina dele exige muitos cuidados. A mãe se desdobra para conseguir dinheiro para os remédios e outros produtos que o filho precisa e a família também está em busca de uma moradia melhor.

 

Ana contou que tem dias que Pedrinho não está bem e cheio de feridas pelo corpo.

 

“Essa doença judia muito. Um dia o Pedro está bem, outro dia não está. Tem dia que ele está tão ferido que eu nem consigo pegar ele no colo”, relatou.

 

A rotina de Ana é dividida entre os cuidados com a casa e com o filho. Além dos vários medicamentos, a família também precisa ter diariamente uma grande quantidade de ataduras e de pomadas específicas para a doença.

 

Uma conta que só chega por meio de campanhas e doações feitas por quem se solidariza com a causa.

 

“Essa pomada aqui é a que está ajudando o meu filho, o custo dela é de R$59,00 e o Pedro usa dois potes por dia. Tem os curativos que são faixas e não são baratos”, disse.

 

Com tantos custos com o tratamento do Pedro, a família não tem renda suficiente para pagar um aluguel e é por isso que eles vivem nesta pequena casa de apenas três cômodos que fica nos fundos do quintal dos pais da Ana.

 

Falta espaço para o Pedro desenvolver as habilidades que ficaram comprometidas por causa da doença. É por isso que, para a família, o próximo desafio é ter uma nova moradia.

 

“Aqui onde eu moro é sem condição, é muito pequeno, não tem como a gente andar direito. Tem muita gente por aí que tem uma qualidade de vida boa e reclama. Não sabe a dificuldade de pegar um filho cheio de ferida para dar banho. Sabe o que é a criança chorar de dor? Mas não tem jeito, tem que cuidar”, ressaltou.

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