A mulher que foi levada para a delegacia de Indaiatuba (SP) na tarde de segunda-feira (17) suspeita de ocultação de cadáver da própria filha foi presa em flagrante após confessar o crime e o assassinato da criança.
Silvana de Brito, de 39 anos, relatou à polícia que escondeu a gestação da família porque havia engravidado do padastro, de 79 anos. Na madrugada do dia 10 de setembro, ela deu à luz no banheiro da casa onde vive no bairro Monte Verde e matou o bebê asfixiado em seguida. O corpo foi colocado em um saco plástico dentro de uma mala e escondido no armário de um quarto.
O caso foi descoberto pelo ex-marido da mulher quando ele foi até a casa visitar quatro dos oito filhos que tem com Silvana e suspeitou do cheiro forte. Ele também relatou que estranhou a perda de barriga repentina da ex-parceira. O casal está separado há um ano. "Ele conversou com o inquilino dela, que passou informações muito estranhas", conta a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Indaiatuba, Ruth Daniel de Souza. O homem procurou o Conselho Tutelar, que encaminhou a denúncia à DDM.
Quando os policiais chegaram na residência, sentiram o mau cheiro em um cômodo, que estava trancado. Eles encontraram o corpo do bebê escondido no armário. A mulher confessou o crime e foi presa em flagrante. Na delegacia, ela disse que nunca pensou em matar a criança enquanto estava grávida, mas que era ameaçada pelo padastro. "Ele ameaçava a 'mexer' com alguém da minha família caso eu me recusasse a ficar com ele. Na hora que [o bebê] nasceu, eu não sabia o que fazia. Eu não queria fazer isso, estou muito arrependida", revela Silvana de Brito.
Ela foi presa por ocultação de cadáver e homício. O bebê foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.