IMPRIMA ESSA NOTÍCIA
ENVIE PARA UM AMIGO
O rastro de destruição deixado pelo feminicídio em Mato Grosso vai muito além das 53 mortes confirmadas em 2025. Segundo o relatório anual da Polícia Judiciária Civil (PJC), divulgado nesta semana, 89 pessoas ficaram órfãs no Estado em decorrência desses crimes no último ano. O número representa um aumento em relação a 2024, quando 87 órfãos foram identificados.
Os dados revelam que a violência letal contra as mulheres produz um impacto profundo e duradouro no núcleo familiar. Em média, a cada mês de 2025, sete filhos perderam suas mães para o feminicídio em MT. O grupo de vítimas indiretas abrange desde crianças e adolescentes até jovens e adultos.
Junho de barbárie
O levantamento aponta que junho foi o mês mais sangrento do ano, com 10 mortes registradas. Entre os casos que contribuíram para esse cenário está o de Vânia Cristina Benini, de 38 anos, morta pelo amante por estar grávida de cinco meses. Outros crimes chocantes envolveram Paulina Santana, de 52 anos, esfaqueada pelo ex-marido em Vera; Maria Selma Rocha dos Anjos, de 51 anos, morta em Rondonópolis; e Roseni da Silva Karnoski, de 52 anos, assassinada pelo marido em Nova Mutum por ter tirado a CNH.
Perfil e prevenção
O relatório reforça que o feminicídio é um "crime anunciado": 87% das vítimas mortas em 2025 não possuíam Medidas Protetivas de Urgência (MPU). Além disso, 72% dos crimes ocorreram dentro da própria residência da mulher, local onde os órfãos muitas vezes acabam sendo testemunhas da violência.
Atualmente, o Estado mantém ações de acolhimento como o auxílio-moradia do programa SER Família Mulher, voltado a ajudar vítimas a romperem o ciclo de abusos antes que o desfecho seja fatal.
IMPRIMA ESSA NOTÍCIA
ENVIE PARA UM AMIGO