Musas do carnaval paulistano começaram a ser pintadas para a primeira noite de desfiles no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte. Por volta das 10h desta sexta-feira (8), Érica Carvalho, de 25 anos, da Vai-Vai, era a primeira a ser pintada em um hotel próximo ao sambódromo pelo artista plástico W. Veríssimo.
Veríssimo, de 48 anos, foi o convidado deste ano para a criação da capa do kit carnaval, que incluía um encarte com os sambas enredos e um CD. Natural de Franca, no interior de São Paulo, Veríssimo trabalha há mais de 15 anos com pinturas corporais e está há quase dez envolvido com o carnaval de São Paulo. A paixão pela arte sobre a pele surgiu, como conta, em 1994, durante um festival de dança em sua cidade.
“Fui convidado a participar de um festival de dança e fiquei responsável pelo cenário e pelo figurino. Um dos números trazia uma dança grega e decidi colocar homens pintados como mármore como se fossem estátuas gregas. A ideia causou um encanto nas pessoas, todos comentavam muito e eu descobri que adorava fazer aquilo”.
De lá para cá, Veríssimo perdeu a conta de quantas musas já pintou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por noite de desfile, o artista chega a atender até cinco mulheres, todas em hotéis localizados perto do sambódromo. A pintura, de acordo com o artista plástico, é capaz de realçar a musculatura da modelo e também de esconder pequenas imperfeições. Outra vantagem: costuma ser mais barata do que muitas fantasias. Mas o custo não cabe em qualquer bolso: varia de R$ 1.800 a R$ 5 mil, dependendo da complexidade das figuras e do uso ou não de pedrarias.
Ainda nesta primeira noite de desfiles, Veríssimo fará a pintura corporal da modelo Juju Salimeni. Ao G1, ela adiantou que vai inovar: menos pintura e mais pedrarias.