Mato Grosso, 28 de Setembro de 2020
Economia / Agronegócio
Nível dos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste é o menor desde 2015
17.01.2020
09:49
FONTE: G1

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  • Comporta aberta na usina hidrelétrica de Ilha Solteira, em São Paulo — Foto: Eduarto Monteiro/TV TEM

    Comporta aberta na usina hidrelétrica de Ilha Solteira, em São Paulo — Foto: Eduarto Monteiro/TV TEM

Os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste registram o mais baixo armazenamento de água para esta época do ano desde 2015, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

As duas regiões abrigam as usinas responsáveis pela maior parte da geração hidrelétrica do Brasil.

 

Em 14 de janeiro, os reservatórios registravam armazenamento médio de 21,05%. Em janeiro de 2015, neste mesmo dia, eles estavam com 18,94%, na média.

 

Já em janeiro de 2019, no mesmo dia, o nível médio nessas hidrelétricas era de 28,52%.

 

Menos água nos reservatórios das hidrelétricas significa mais acionamento de térmicas e energia mais cara. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, a preocupação hoje é com o custo que pode acabar na conta dos consumidores.

 

Desde 2015, os consumidores pagam mensalmente quando a geração de energia fica mais cara por causa do baixo nível dos reservatórios. O pagamento é feito via sistema de bandeiras tarifárias.

 

Mesmo com o ano começando com reservatórios mais cheios, em 2019 os consumidores pagaram mais de R$ 3,5 bilhões em bandeiras tarifárias, que só foram acionadas a partir de maio. Já em 2020, o ano começou com bandeira amarela acionada, o que significa uma cobrança extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumida.

 

"Estamos vivendo uma situação atípica de bandeira amarela, tanto no mês de dezembro quanto no mês de janeiro. Isso tem uma repercussão em preço porque estamos acionando um grupo térmico, no entanto não existe a menor dúvida quanto à segurança de abastecimento do sistema. O sistema está estável e temos energia para atender a carga", afirmou Pepitone.

 

Em dezembro de 2019, por exemplo, o acionamento a produção de energia por térmicas foi o dobro da produção em dezembro de 2018. Segundo dados do ONS, a média da geração em dezembro de 2018 foi de 5.362 Megawatts (MW) médio por dia, já em dezembro de 2019 essa geração subiu para 10.272 MW médio por dia. Nos primeiros dias de janeiro deste ano, a geração térmica se mantém em mais de 10 mil MW médio por dia.

 

Segundo Pepitone, o baixo nível dos reservatórios não representa risco para o abastecimento de energia do país, mesmo diante de uma previsão de crescimento maior da economia em 2020.

 

A expectativa tanto do ONS e quanto da Aneel é de que as chuvas vão melhorar ao longo de janeiro, o que ajudará a recuperar o nível dos reservatórios.

 

Apesar de mais baixo que em anos anteriores, o armazenamento atual já é um pouco melhor que o verificado ao final de dezembro de 2019, quando os reservatórios estavam com 20,11%, em média, o pior nível para aquele mês desde 2014.

 

Menos água nos reservatórios das hidrelétricas significa mais acionamento de térmicas e energia mais cara. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, a preocupação hoje é com o custo que pode acabar na conta dos consumidores.

 

Desde 2015, os consumidores pagam mensalmente quando a geração de energia fica mais cara por causa do baixo nível dos reservatórios. O pagamento é feito via sistema de bandeiras tarifárias.

 

Mesmo com o ano começando com reservatórios mais cheios, em 2019 os consumidores pagaram mais de R$ 3,5 bilhões em bandeiras tarifárias, que só foram acionadas a partir de maio. Já em 2020, o ano começou com bandeira amarela acionada, o que significa uma cobrança extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumida.

 

"Estamos vivendo uma situação atípica de bandeira amarela, tanto no mês de dezembro quanto no mês de janeiro. Isso tem uma repercussão em preço porque estamos acionando um grupo térmico, no entanto não existe a menor dúvida quanto à segurança de abastecimento do sistema. O sistema está estável e temos energia para atender a carga", afirmou Pepitone.

 

Em dezembro de 2019, por exemplo, o acionamento a produção de energia por térmicas foi o dobro da produção em dezembro de 2018. Segundo dados do ONS, a média da geração em dezembro de 2018 foi de 5.362 Megawatts (MW) médio por dia, já em dezembro de 2019 essa geração subiu para 10.272 MW médio por dia. Nos primeiros dias de janeiro deste ano, a geração térmica se mantém em mais de 10 mil MW médio por dia.

 

Segundo Pepitone, o baixo nível dos reservatórios não representa risco para o abastecimento de energia do país, mesmo diante de uma previsão de crescimento maior da economia em 2020.

 

A expectativa tanto do ONS e quanto da Aneel é de que as chuvas vão melhorar ao longo de janeiro, o que ajudará a recuperar o nível dos reservatórios.

 

Apesar de mais baixo que em anos anteriores, o armazenamento atual já é um pouco melhor que o verificado ao final de dezembro de 2019, quando os reservatórios estavam com 20,11%, em média, o pior nível para aquele mês desde 2014.

 

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