Mato Grosso, 18 de Janeiro de 2026
Mato Grosso

Nova identidade avança em Mato Grosso e já alcança 30% da população; saiba como solicitar o documento

18.01.2026
17:06
FONTE: CenárioMT

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Mais de um milhão de moradores de Mato Grosso já passaram a usar a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), um documento que vem mudando a rotina de quem precisa comprovar dados pessoais, acessar serviços públicos ou simplesmente atualizar seus registros. A adesão acelerada colocou o estado entre os destaques do país e consolidou um processo iniciado há quase três anos, com impacto direto na segurança da informação e na vida prática da população.

Somente ao longo de 2025, a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) expediu 429.378 novas carteiras. Com isso, o total de cidadãos mato-grossenses que já possuem a CIN ultrapassou a marca de um milhão, o equivalente a aproximadamente 30% da população estadual. O crescimento não foi casual: reflete a ampliação da rede de atendimento, a gratuidade da primeira via e a confiança crescente no novo modelo.

A implantação da nova identidade em Mato Grosso começou em 6 de março de 2023. Naquele momento, o estado entrou para a história como o quarto do Brasil a iniciar a emissão do documento padronizado nacionalmente. No começo, a procura ainda era tímida, com cerca de mil solicitações por dia. Com o passar dos meses, o cenário mudou.

Em 2023, pouco mais de 350 mil carteiras foram emitidas. No ano seguinte, em 2024, o número superou 400 mil documentos. Já em 2025, o volume bateu recorde e ultrapassou as 429 mil emissões, com picos diários acima de 2.400 pedidos. A gratuidade da primeira via teve papel decisivo nesse salto, especialmente para famílias de baixa renda e moradores do interior.

Quanto tempo leva para receber a nova identidade1 milhão de mato-grossenses já têm a nova Identidade Nacional; veja como obter a sua

Atualmente, quem solicita a Carteira de Identidade Nacional em Mato Grosso recebe o documento, em média, entre duas e três semanas. O prazo pode variar apenas em casos pontuais, como pendências na validação de dados ou necessidade de conferências adicionais. Em condições normais, o fluxo tem se mantido estável em todo o estado.

Esse prazo mais previsível é resultado de uma engrenagem que envolve diferentes áreas técnicas e administrativas. Papiloscopistas analisam dados biográficos e biométricos, enquanto sistemas integrados validam informações junto a bases nacionais. Todo o processo é acompanhado para evitar erros e garantir a autenticidade do documento.

Rede de atendimento chega a todas as regiões

Para dar conta da demanda, Mato Grosso conta hoje com cerca de 150 postos de atendimento habilitados a emitir a CIN. A maioria funciona por meio de convênios com prefeituras municipais, o que facilita o acesso da população fora da capital. Há ainda unidades instaladas em parceria com a Assembleia Legislativa, espaços do programa Ganha Tempo, cartórios e sedes da própria Politec.

Essa descentralização tem impacto direto na inclusão social, reduzindo deslocamentos longos e custos para quem vive em municípios menores ou zonas rurais. Para muitos cidadãos, emitir a nova identidade deixou de ser uma burocracia distante e passou a fazer parte da rotina local.

O que muda com o novo modelo de identidade

Antes da adoção da Carteira de Identidade Nacional, cada estado era responsável por seu próprio modelo de documento, o que gerava duplicidades e fragilidades no sistema. Com a CIN, o CPF passa a ser o número único de identificação em todo o país, eliminando registros múltiplos e facilitando a checagem de dados.

A mudança também trouxe maior integração entre órgãos como a Receita Federal e o Ministério da Justiça, que agora participam do processo de validação das informações. O sistema ficou mais complexo, mas também mais seguro e eficiente.

Tecnologia reforça segurança dos dados

Um dos diferenciais da nova identidade é o uso de tecnologia blockchain, a mesma empregada em sistemas financeiros digitais. Após a validação, os dados inseridos não podem ser alterados, o que reduz riscos de fraude e aumenta a confiabilidade das informações.

Essa inovação atende a uma demanda antiga da sociedade brasileira. Desde a década de 1990, discutia-se a criação de um documento único, nacional e seguro. A concretização desse projeto, em 2023, representou um avanço tanto para o cidadão quanto para a segurança pública.

Por que vale a pena atualizar o documento

Além de gratuita na primeira via, a nova Carteira de Identidade Nacional simplifica a vida do cidadão, facilita o acesso a serviços e fortalece a proteção dos dados pessoais. Para Mato Grosso, o avanço da CIN significa mais organização cadastral, menos fraudes e um sistema de identificação alinhado às exigências tecnológicas atuais.

Com a meta de ampliar ainda mais a cobertura nos próximos anos, a orientação é clara: quem ainda não atualizou o documento pode procurar um posto de atendimento, agendar o serviço e garantir uma identidade válida em todo o território nacional, preparada para o presente e para o futuro.

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