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O avanço científico brasileiro voltou a ganhar destaque internacional com a divulgação de novos estudos liderados pela Embrapa Meio Ambiente, que reforçam a base técnica da Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio, e ampliam a transparência sobre a intensidade de carbono dos biocombustíveis produzidos no país. Os trabalhos, publicados em periódicos científicos internacionais de acesso aberto, ajudam a preencher lacunas técnicas e ampliam o entendimento global sobre como o Brasil calcula a intensidade de carbono de produtos como etanol, biodiesel e biogás, além de trazer análises regionais sobre emissões ligadas à produção agrícola.
Criado em 2017, o RenovaBio é uma política pública estruturada para reduzir as emissões do setor de transportes e apoiar os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris. O programa estabelece metas nacionais de descarbonização e utiliza instrumentos de mercado para estimular a produção e o consumo de biocombustíveis, reforçando o papel dessas fontes renováveis na matriz energética nacional.
RenovaCalc e CBIOs: a engrenagem técnica e econômica do sistema
Um dos pilares do RenovaBio é a RenovaCalc, ferramenta oficial que avalia a eficiência energética e ambiental das usinas e compara a intensidade de carbono dos biocombustíveis com seus equivalentes fósseis, como gasolina, diesel e gás natural. Essa análise permite calcular quantos créditos de descarbonização, os chamados CBIOs, cada produtor pode emitir no mercado.
Na prática, os CBIOs funcionam como ativos ambientais negociados em bolsa, equivalentes à redução de emissões de carbono. Distribuidores de combustíveis fósseis são obrigados a adquirir esses créditos para cumprir metas individuais estabelecidas dentro da política nacional de descarbonização, criando um mecanismo econômico que valoriza a produção de energia limpa.
Atualmente, o sistema sustenta a certificação de centenas de usinas e tem papel decisivo na expansão do mercado de biocombustíveis no país, consolidando o Brasil como referência mundial em soluções energéticas de baixo carbono.
Nova fronteira: medir carbono no campo com precisão regional
Outro ponto de destaque dos estudos recentes está na análise da pegada de carbono de culturas estratégicas como soja, milho e cana-de-açúcar, responsáveis por grande parte da produção agrícola nacional e fundamentais tanto para alimentação quanto para a produção de energia renovável. Os resultados mostram que as emissões podem variar significativamente entre estados, influenciadas por fatores como práticas agrícolas, uso do solo e manejo produtivo.
Essa abordagem regional é considerada estratégica, já que muitas avaliações globais ainda utilizam médias nacionais, o que pode mascarar diferenças locais importantes e dificultar políticas de mitigação mais eficientes. Os dados devem contribuir diretamente para o aperfeiçoamento da RenovaCalc e para a construção de perfis agrícolas mais representativos dentro da metodologia do RenovaBio.
Brasil amplia protagonismo global na agenda climática
A publicação da metodologia brasileira em revistas científicas internacionais, especialmente em língua inglesa, também representa um salto estratégico para o país. Além de ampliar a transparência do sistema, a divulgação permite maior escrutínio técnico internacional e fortalece a credibilidade do modelo brasileiro de certificação ambiental.
Ao mesmo tempo, o movimento reforça o posicionamento do Brasil como líder global na produção sustentável de energia, mostrando que inovação tecnológica, agricultura e política pública podem caminhar juntas na construção de soluções concretas para a transição energética.
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