Mato Grosso, 31 de Outubro de 2020
Política
Período que antecede a menopausa inicia fase de alerta para as mulheres
06.10.2020
09:22
FONTE: G1

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  • Riscos de enfermidades aumentam e é preciso ter cuidado redobrado com a saúde

    Mulheres na pós-menopausa: risco aumentado para doenças cardiovasculares — Foto: silviarita para Pixabay

No domingo, escrevi sobre a importância do sexo para as mulheres mais velhas. Esse foi um dos trabalhos de maior destaque do encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, no fim do mês passado, mas há outros assuntos igualmente relevantes nesse estágio da existência feminina. O que todas devem considerar é que o processo do climatério, que marca a transição do período fértil para o não reprodutivo, inicia uma fase na qual é preciso cuidado redobrado, porque a diminuição na produção de hormônios representa um impacto profundo na saúde e no bem-estar. A queda do nível de estrogênio, por exemplo, está associada ao aumento do risco de Doença de Alzheimer para as mulheres. No evento, foi apresentado estudo mostrando a relação entre o declínio da presença de estrogênio e a menor eficiência das mitocôndrias em produzir energia – elas são responsáveis por 90% do que o organismo consome – o que poderia afetar a capacidade cognitiva.

 

Outro estudo divulgado no evento relaciona a presença de dois ou mais sintomas da menopausa, de moderados a severos, ao aumento do risco cardiovascular. A lista de problemas que poderiam funcionar como um gatilho inclui: ondas de calor, suor noturno, tontura, palpitação, tremores, fadiga, dificuldade de concentração, problemas de memória, mudanças de humor, enxaquecas, sensibilidade das mamas, ressecamento vaginal e levantar-se inúmeras vezes à noite. Isoladamente, as ondas de calor, embora incômodas, não apresentaram nenhum potencial de perigo. Para o cardiologista Matthew Nudy, autor do trabalho, a combinação de sintomas é que merece atenção, principalmente se levarmos em conta que as doenças do coração são as que mais matam mulheres.

 

A utilização de maconha para controlar os sintomas indesejáveis também vem sendo acompanhada pela Sociedade Norte-americana de Menopausa (NAMS, em inglês). Um grupo de 232 mulheres, com idade média de 56 anos, participou de uma pesquisa realizada na Califórnia. Entre as queixas relatadas, 54% sofriam com ondas de calor e suor noturno; 27% tinham insônia; e 69%, questões de trato urinário. Entre elas, 27% usavam maconha regularmente para minimizar os desconfortos; 10% estavam interessadas em experimentar a droga; e apenas 19% se valiam de um tratamento convencional, como reposição hormonal. No entanto, a pesquisadora Carolyn Gibson explicou que não há comprovação da eficácia da droga: “não sabemos se a maconha é segura ou eficiente no manejo dos sintomas da menopausa, mas o levantamento sugere que seu uso pode ser mais comum do que imaginamos, o que deve ser levado em conta pelos serviços de saúde”.

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