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A Energisa venceu e Mato Grosso perdeuEnergisa
Decisão do Ministério de Minas e Energia ignora dossiê técnico da ALMT que pedia investimentos de R$ 10 bilhões e metas rigorosas. População de Mato Grosso continuará enfrentando uma das tarifas mais caras do país por mais três décadas.
A prorrogação da Concessão Energisa MT, formalizada via Diário Oficial da União, representa um duro golpe para a estratégia de desenvolvimento econômico do estado. Após meses de audiências públicas em municípios como Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra, o diagnóstico foi unânime: o serviço atual não acompanha o “ritmo de gigante” do agronegócio e da indústria mato-grossense.
OS PONTOS CRÍTICOS DA RENOVAÇÃO
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) defendeu arduamente uma nova licitação nacional para garantir transparência e competitividade. Confira os principais gargalos que permanecem:
Tarifa Elevada: Mato Grosso figura entre as contas de luz mais caras do Brasil, drenando a competitividade de empresas e o orçamento das famílias.
Falta de Trifásico: A ausência de energia trifásica nos 142 municípios trava a expansão de agroindústrias e sistemas de irrigação no interior.
Instabilidade no Campo: Quedas frequentes e prolongadas de energia continuam afetando a produção rural e a qualidade de vida.
Investimento Insuficiente: A proposta da ALMT exigia R$ 10 bilhões em investimentos nos primeiros cinco anos — exigência que não foi contemplada no despacho federal.
O “DOSSIÊ DO DESCONTENTAMENTO”
O documento técnico entregue ao Ministério em Brasília continha propostas que agora parecem ter ficado na gaveta:
Metas Auditáveis: Criação de um comitê independente com participação da sociedade.
Regionalização: Indicadores de qualidade específicos para cada região, evitando que médias de cidades grandes escondam o caos no campo.
Manutenção Preventiva: Limites mais rígidos para a duração das interrupções.
O QUE ESPERAR PARA OS PRÓXIMOS 30 ANOS?
Com a concessão garantida até 2057, a preocupação em Lucas do Rio Verde e demais polos agrícolas é que a infraestrutura energética se torne o “gargalo” definitivo para o crescimento. Sem a pressão de uma nova licitação, o receio é que a concessionária mantenha o ritmo de investimentos aquém do necessário para um estado que cresce em ritmo acelerado.
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