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Apreensivo, o agricultor João Benedito analisa as parreiras. Há 26 anos vivendo do cultivo da uva, em Pilar do Sul, sudoeste de São Paulo, ele agora tenta achar a solução para uma surpresa que prejudicou a última safra.
Cerca de 30 produtores da região de Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo dizem ter sido vítimas de um golpe. Parte da produção foi vendida para um grupo de compradores do Paraná, que usava nomes de empresas de hortifruti conhecidas de Goiás e Minas Gerais. O que eles não imaginavam é que os cheques usados na compra estavam sem fundo. O prejuízo chega a R$ 600 mil.
Só João tem quase R$ 70 mil para receber das 27 toneladas de uva que vendeu. Vanil Souza, que planta uva em São Miguel Arcanjo também foi vítima do cheque sem fundo e está preocupado com as contas a pagar.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região, Odair Ricardo, conta que descobriu só depois que os cheques começaram a voltar que os compradores usavam nomes de empresas com as quais não tinham nenhuma ligação, por isso, resolveu procurar a polícia.
O delegado responsável pelo caso, Oscar Machado, disse que foi aberto um inquérito para apurar um possível crime de estelionato. A polícia já começou a ouvir as vítimas.
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