O técnico Marcelo Martelotte é um profissional cuja competência passou a ser reconhecida pelos tricolores, mas para conseguir levantar a taça do tricampeonato pernambucano o treinador do Santa Cruz precisou ser protegido pela diretoria de futebol. Eliminado na Copa do Nordeste de maneira dramática e com problemas iniciais para encaixar o time, o comandante coral chegou a ter o cargo ameaçado pela pressão da arquibancada. O diretor de futebol, Constantino Júnior, lembrou do esforço para segurá-lo no clube.
- Valeu a pena segurar Marcelo Martelotte. Sofremos muita pressão para mantê-lo no cargo, com a torcida querendo a cabeça dele, além de pessoas do clube. O presidente Antônio Luiz Neto foi aconselhado a demitir Marcelo, mas nos deu o voto de confiança e agradeço por isso. Está provado que eu e Jomar Rocha estávamos certo. O treinador é uma realidade e vai dar outros títulos para o Santa Cruz.
Com um orçamento pequeno se comparado aos rivais Sport e Náutico, Constantino Júnior explicou que o segredo do Santa Cruz é a união do elenco.
- Nós não temos o mesmo orçamento e consequentemente os melhores jogadores que o dinheiro pode trazer. Mas não se compra conjunto, união e isso temos de sobra. São nas pequenas coisas, como os bingos que fazemos com o elenco, que criamos uma afinidade e formamos um time. De alguma forma tivemos que compensar a diferença de recursos.
Emocionado com o tricampeonato, Constantino Júnior provocou o arquirival que foi vice nas três campanhas tricolores.
- Os rubro-negros sempre falam da arbitragem, reclamam de tudo. Flávio Caça-Rato foi expulso, jogamos com um jogador a menos e mesmo assim vencemos na casa deles. Agora não sei o que vão falar. É melhor o Sport baixar a cabeça e reconhecer a superioridade do Santa Cruz.