O casal preso na terça-feira (14) acusado da morte de Idelmam Bezerra Braga, 27, conseguiu na Justiça o relaxamento da prisão. Eles foram presos em flagrante após investigação da polícia e confessaram o assassinato do agente prisional. Ao delegado Marcelo Torhacs, alegaram que a mulher foi estuprada por Idelmam e que diante do abuso acabaram agredindo e assassinando o agente.
Ontem, o Juiz da 3ª Vara, Cristiano Fialho, concedeu habeas corpus ao casal entendendo que ambos são primários, têm residência fixa e não oferecem perigo à sociedade. Além disso, para a Justiça a morte foi motivada pelo abuso cometido pelo agente prisional. Com isso, eles vão responder ao processo em liberdade.
A perícia confirmou que a mulher foi abusada sexualmente, o que dá mais veracidade à versão apresentada pelo casal após cometer o assassinato.
Conforme o ExpressoMT informou, Idelmam foi encontrado morto na manhã de terça-feira num milharal localizado no loteamento novo, no acesso ao bairro Parque das Américas, antigo Venturini. O agente estava com o rosto desfigurado, levando a polícia a acreditar inicialmente que ele tivesse sido executado a tiros. No entanto, após a prisão, o casal esclareceu que houve três disparos, dois que acertaram as pernas de Idelmam e um terceiro que acertou a coxa direita do acusado de homicídio. O agente foi golpeado na cabeça com um capacete, perdendo a consciência. Depois disso, o casal passou a desferir golpes na cabeça de Idelmam, provocando sua morte. A pistola do agente foi usada como objeto para desferir os golpes.
O casal foi flagrado no milharal pelo agente. A polícia ainda não sabe os motivos que levaram Idelmam a se dirigir ao local, já que a esposa do acusado de homicídio negou que tivesse encomendado algum tipo de investigação que apuraria se o esposo estivesse tendo um caso extraconjugal. Idelmam era natural do Maranhão, casado, mas não tinha filhos. Ele ocupava o cargo de agente prisional desde outubro do ano passado.