Mato Grosso, 09 de Junho de 2026
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Quinta e maior manifestação em São Paulo teve 65 mil pessoas

18.06.2013
10:35
FONTE: G1

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Em São Paulo, 65 mil manifestantes protestaram em algumas das principais ruas da cidade, segundo o Instituto Datafolha. Foi a quinta e maior manifestação contra o aumento nas passagens do transporte público.

A multidão seguiu pacificamente por seis horas. Mas também uma minoria partiu para o vandalismo.
No final da noite um pequeno grupo tentou invadir a sede do governo paulista. Mas quase toda a passeata foi pacífica. Os líderes do movimento caminharam ao lado da Polícia Militar.

Paz. Era o que pedia um homem na janela e as bandeiras em um colégio e nos prédios de um bairro da Zona Oeste.

O pedido foi atendido. Horas depois, policiais e manifestantes caminhavam lado a lado.

Desta vez, representantes da PM e do movimento negociaram o trajeto, e informavam a seus grupos por rádio e telefone.

Durante toda a caminhada, quatro policiais militares acompanharam as lideranças do movimento para garantir a segurança de todos que passavam.

O acordo começou a ser costurado ainda de manhã, com uma reunião que durou quase duas horas.

A polícia disse que a tropa de choque só seria acionada em caso de agressão e vandalismo. E que os policiais não usariam balas de borracha.

Alguns PMs chegaram apenas com cacetetes, sem armas, ao ponto de concentração do movimento. “O que a gente pode dizer hoje é que graças a Deus vai ser tudo na paz”, declara um PM.

Os manifestantes vieram de vários pontos da cidade. Às 20h30, 65 mil manifestantes espalhados por várias avenidas importantes.

Na Marginal Pinheiros, um cordão da Polícia Militar isolou o protesto dos veículos. Na Faria Lima, que reúne shoppings, clubes, escritórios, quem trabalhava via da janela a movimentação.

Os manifestantes avançaram em meio aos carros na Avenida 23 de Maio, na Avenida Paulista, e na Avenida Luiz Carlos Berrini.

A passeata conseguiu trânsito livre na ponte estaiada. O movimento tomou um dos principais cartões postais de São Paulo.

Por onde passou, a manifestação seguiu pacífica, com cartazes e gritos para que não fossem usadas bandeiras de partidos.

“Vinte centavos, vamos lutar contra isso”, diz um manifestante.

Não tem cansaço. Tem que lutar pelo país, tem que fazer o que é bom”, declara outro manifestante.

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