Mato Grosso, 12 de Agosto de 2022
Economia / Agronegócio
Rio é responsável por 75% da produção cinematográfica do país
01.10.2015
10:21
FONTE: G1

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  • Rodada de negócio do RioMarket são reuniões pré-agendadas em que produtores apresentam projetos disponíveis para aquisição, distribuição e coprodução de cinema, TV e VOD para profissionais do mercado audiovisual
Na contramão da crise econômica que o país atravessa, um mercado se mostra bastante aquecido no Brasil, o do audiovisual. E no segmento, o destaque é para o estado do Rio, responsável por 50% da produção televisiva do país e por 75% da indústria cinematográfica, segundo a agência de promoção de investimentos da cidade, a Rio Negócios.

De acordo com o presidente da entidade, Marcelo Haddad, em dez anos, a cidade movimentou US$ 620 milhões com filmes produzidos no Rio. Isso corresponde a 89% do total da receita da indústria de produção brasileira. A capital fluminense recebeu ainda 135 milhões de espectadores nas salas de cinema, no mesmo período.

“O audiovisual é um dos ativos da cidade. Em termos de vetor econômico, é um setor que tem quantidade grande de pessoas empregadas. Você tem aproximadamente de 25 a 30 mil pessoas relacionadas a essa atividade no Rio de Janeiro. É uma referência na América Latina nesse setor”, disse Haddad.

De olho nesse mercado, a área de negócios do Festival do Rio, o RioMarket, promove até o dia 8 de outubro, um encontro entre profissionais do ramo, novos produtores e empresas do setor, para proporcionar novas oportunidades de negócios. O evento começou nesta quarta-feira (30).

“O Brasil está crescendo [nesse setor], mas tem muito por vir ainda. A gente tem potencial enorme. Primeiro porque nós temos grandes talentos, e também porque a gente tem uma capacidade de produção muito boa. E terceiro, porque a gente tem histórias incríveis para serem contadas, que ainda não foram”, ressaltou Valkiria Barbosa, diretora do RioMarket.

O encontro acontece na Sede do Festival do Rio, localizada no Colégio Brasileiro de Altos Estudos – UFRJ, no Flamengo, Zona Sul da cidade. Além das rodadas de negócio, o evento oferece ainda workshops e master classes, entre atividades pagas e gratuitas, o programa Films From Rio, que tem o objetivo de capacitar produtores fluminenses, o RioMarket Jovem, que busca preparar jovens para serem profissionais do audiovisual.

Rodada de negócios

Pela primeira vez no RioMarket, as sócias Cristina Mendonça e Paula Fabiano encararam cerca de 5 reuniões nesta quarta-feira. “Foi bacana, a gente conversou com uma produtora do Chile de cinema, e agora vai conversar com Cine Brasil. [O mercado] está num momento maravilhoso. A gente consegue ter essa troca do que a gente quer mostrar, e as pessoas estão super abertas para receber e conversar”, analisou Cristina.

Há 15 anos no mercado, Paula contou que nunca viu o mercado aquecido como agora. “Nos últimos anos, com a atuação da Ancine, com o programa Brasil de Todas as Telas, melhorou bastante".

"Antes, era bem mais difícil. E acho que o fomento agora está principalmente para o mercado de TV, produção independente de TV, tem um fomento que nunca vi antes, é a primeiro vez que vejo fomento tão grande para o mercado de TV como agora”, concluiu.

Em busca de projetos interessantes, o gerente da E! Entertainment Television, Glauco Sabino, também pela primeira vez no RioMarket, disse que sente falta de produções que fujam do eixo Rio-São Paulo. Ele contou que das oito reuniões que participou, até 14h, no entanto, duas ideias o haviam deixado interessado.

“Acho que ainda falta um pouco de preparo das produtoras. Porque acho que ainda atiram para todos os lados. Às vezes eu vejo que a produtora não sabe para quem está oferecendo conteúdo. E é muito legal quando recebo uma produtora que você vê que fez uma lição de casa e estudou o canal. Ela sabe para quem está oferecendo”.

Previsão de investimento de 12 bilhões

O presidente da Rio Negócios também acredita que o setor deve crescer ainda mais. De acordo com ele, há uma previsão de investimento de até R$ 12 bilhões em todo o país, nos próximos três anos.

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