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O servidor da Câmara Municipal de Sorriso e professor Antônio Jocemar Pedroso da Silva, o guarda municipal Jesse Ferreira Barros e o juiz de paz Idelbrando Abadia Rodrigues estão entre os alvos presos das operações Falso Mestre e Eidolon, deflagradas nesta terça-feira (19) pela Polícia Civil.
A Operação Falso Mestre apura fraudes bancárias para obtenção de financiamentos de veículos. Já a Operação Eidolon investiga um esquema de desvio de veículos apreendidos em pátios conveniados da Prefeitura de Sorriso. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão, além de buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
Antônio Jocemar é investigado na Operação Falso Mestre. Segundo a Polícia Civil, ele teria utilizado a relação de confiança com uma vítima para obter documentos pessoais sob o pretexto de realizar matrícula em um curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Com os documentos em mãos, o grupo teria realizado financiamentos fraudulentos de veículos, entre eles um Chevrolet Cobalt e um Jeep Renegade, sem autorização da vítima.
As investigações também identificaram a movimentação financeira do esquema, os destinatários dos valores obtidos ilegalmente e a atuação de integrantes responsáveis pela falsificação de documentos e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.
Já Jesse Ferreira Barros é apontado como líder operacional do esquema investigado na Operação Eidolon. Conforme a Polícia Civil, o grupo criminoso desviava principalmente motocicletas e veículos com baixa probabilidade de recuperação pelos proprietários.
Os automóveis eram retirados ilegalmente dos pátios mediante uso de procurações falsas e documentos fraudulentos de liberação.
Segundo as investigações, Idelbrando Abadia Rodrigues atuava nos dois esquemas por ter acesso a procedimentos cartorários utilizados para autenticações e emissão de documentos. Na Operação Eidolon, ele teria participado da inserção de dados falsos e da regularização ilegal dos veículos desviados. Já na Operação Falso Mestre, seria responsável por procedimentos ligados às procurações usadas nas fraudes.
Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, corrupção, estelionato, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos públicos.
Além de Sorriso, a Operação Falso Mestre também cumpriu ordens judiciais nos estados de Santa Catarina e Amazonas.
O delegado Thiago Meira, responsável pelas investigações, afirmou que os crimes possuem elevado grau de complexidade.
“Com a operação, a Polícia Civil reafirma seu compromisso institucional no combate qualificado às organizações criminosas, especialmente por meio da identificação da estrutura financeira dos grupos investigados, rastreamento patrimonial e descapitalização das atividades ilícitas”, disse.
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