Mato Grosso, 09 de Abril de 2020
Economia / Agronegócio
Setor de serviços cresce 1% em 2019 e tem 1ª alta em 5 anos
13.02.2020
09:29
FONTE: G1

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  • Setor de serviços cresce 1% em 2019 e tem 1ª alta em 5 anos

    Variação do volume de serviços no país — Foto: Economia G1

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1% em 2019, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Segundo o IBGE, 4 das 5 atividades pesquisadas tiveram crescimento no ano passado, com taxas positivas em 55,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

 

Em dezembro, porém, o volume de serviços no país caiu 0,4% frente ao mês anterior, a segunda queda consecutiva do setor.

 

“Em 2018 nós tivemos uma estabilidade e agora temos uma volta ao campo positivo, lembrando que entre 2015 e 2017 tivemos uma perda acumulada de 11%, então essa alta é importante, mas ainda está longe de alcançar o melhor resultado no setor", avaliou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

 

Já a receita nominal dos serviços prestados no país, cresceu 4,5% em 201 na comparação anual. Em dezembro, houve alta de 0,3% ante novembro.

 

No acumulado no ano, apenas 13 das 27 unidades da federação mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo ocorreu em São Paulo (3,3%), seguido por Amazonas (3,9%), Santa Catarina (1,2%) e Mato Grosso do Sul (3,2%). As maiores influência negativas vieram do Paraná (-2,3%) e Mato Grosso (-7,1%).

 

Atividades de comunicação e tecnologia puxam alta

O crescimento do setor em 2019 foi puxado principalmente pelo segmento de informação e comunicação, que acumulou alta de 3,3% no ano. Segundo o IBGE, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e serviços de informação na Internet e de tecnologia da informação.

 

“Essa atividade inclui, por exemplo, as ferramentas de busca. Esse crescimento é justificado também pela forma em que essas multinacionais fazem propaganda nas mídias sociais, o que reflete no aumento da receita”, explicou Lobo.

 

Outro destaque do ano foram serviços de locação de automóveis, que passaram a ser mais demandados tanto pela mudança de comportamento do consumidor, que opta por não ter carro, quanto pelo aumento de motoristas de aplicativo, que alugam veículos para trabalhar.

 

Impulsionadas por locadoras, vendas de carros para empresas são quase metade do total no ano

A única atividade que fechou 2019 no vermelho foi a de transportes, afetada principalmente pela queda da produção industrial, que influencia bastante a demanda por transporte rodoviária de cargas.

 

Veja a variação do volume de serviços em 2019, por atividade e subgrupos:

 

Serviços prestados às famílias: 2,6%

Serviços de alojamento e alimentação: 2,8%

Outros serviços prestados às famílias: 1,5%

Serviços de informação e comunicação: 3,3%

Serviços de tecnologia da informação e comunicação: 3,7%

Telecomunicações: -0,8%

Serviços de tecnologia da informação: 13%

Serviços audiovisuais: 0,5%

Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,7%

Serviços técnico-profissionais: 3,1%

Serviços administrativos e complementares: -0,2%

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -2,5%

Transporte terrestre: -2,7%

Transporte aquaviário: 2,7%

Transporte aéreo: -5,3%

Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -2,5%

Outros serviços: 5,8%

Atividades turísticas crescem 2,6% no ano

 

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,6% em 2019, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de locação de automóveis, de hotéis e de Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Do lado oposto, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros.

 

Regionalmente, 9 dos 12 locais investigados pela pesquisa registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (5,1%), Rio de Janeiro (2,4%), Minas Gerais (2,8%) e Ceará (4,8%). Já o Distrito Federal (-6,2%), o Paraná (-3,1%) e Santa Catarina (-2,3%) assinalaram as principais influências negativas.

 

Em dezembro, houve crescimento de 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após recuo de 2,3% em novembro.

 

Queda em dezembro foi a 2ª seguida

Na passagem de novembro para dezembro, o volume de serviços caiu 0,4%, segundo decréscimo seguido, com uma perda de 0,5% entre novembro e dezembro.

 

Três das 5 atividades apresentaram taxas negativas em dezembro, com destaque para o setor de transportes e correio (-1,5%), pressionado principalmente pelo setor de transporte terrestre (-3,7%). Os outros recuos foram dos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%) e de serviços prestados às famílias (-1,3%).

 

Já no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de serviços avançou 1,6% em dezembro, alcançando a quarta taxa positiva consecutiva.

 

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação recuaram em dezembro ante novembro. As maiores quedas ocorreram em Minas Gerais (-2,1%), Distrito Federal (-2,7%), Mato Grosso (-5,6%), Paraná (-1,3%) e Bahia (-2,3%). Já os principais resultados positivos vieram de São Paulo (0,4%) e Rio de Janeiro (0,7%).

 

O índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços apontou estabilidade no trimestre encerrado em dezembro frente ao nível do mês anterior, após 3 meses de avanços de igual magnitude (0,7%).

 

PIB de 2019 e perspectivas

Na véspera, o IBGE divulgou que vendas do comércio varejista cresceram 1,8% em 2019, na terceira alta anual seguida, mas perderam ritmo na comparação com o avanço registrado em 2017 (2,1%) e 2018 (2,3%).

 

Já a produção da indústria acumulou queda de 1,1% em 2019, após 2 anos de alta.

 

O mercado financeiro trabalha com uma estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 um pouco acima de 1%, após registrar avanço de 1,3% tanto em 2017 como em 2018%. O governo projeta uma alta de 1,12% no PIB do ano passado.

 

Para 2020, os analistas das instituições financeiras projetam um desemprenho melhor da economia, com crescimento de 2,30% do PIB, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

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