Mato Grosso, 03 de Maio de 2026
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Sorriso é destaque no Jornal da Globo como terra de oportunidades

03.01.2014
09:04
FONTE: Reprodução Jornal da Globo/Janaína Lepri

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  • Sorriso
Sorriso foi destaque no Jornal da Globo de 1º de janeiro como terra de oportunidades. Apontada por um estudo inédito da Fundação Dom Cabral, a cidade integra da fronteira Centro-Oeste, faixa de destaque no agronegócio, a reportagem é de Janaína Lepri, confira na íntegra: 

Estudo inédito revela que Sorriso é um local de oportunidades de crescimento
 
Um estudo inédito da Fundação Dom Cabral revela onde estão as oportunidades de crescimento no Brasil. Os pesquisadores dividiram o país em seis regiões:

- O  coração , ou a parte mais desenvolvida, inclui as regiões Sul e Sudeste;

- O crescimento econômico é mais complicado na  área preservada , na Amazônia, e no desafio, na caatinga; 

- A faixa da costa Norte e Nordeste está crescendo e é onde estão as oportunidades;

- A terra do meio, onde fica o cerrado, é uma região muito rica em água e com potencial para ser uma futura fronteira agrícola;

- Também existe uma atividade forte na fronteira, no Centro-Oeste, por causa do agronegócio.

A equipe de reportagem do Jornal da Globo foi até essa área do agronegócio e encontrou uma região que só não cresce mais por causa dos problemas de infraestrutura. Sorriso, no coração de Mato Grosso, é uma cidade de 75 mil habitantes, cercada de soja por todos os lados. É a maior produtora mundial do grão.

O lugar é muito rico. A loja de Valdirene Marchioro vende roupa de novela e tem atendimento personalizado. A dona vem de uma família de fazendeiros, mas não quis saber da lavoura. Entretanto, o dinheiro que entra na loja vem do mesmo lugar. “Aqui gira tudo em torno da soja.”

Foram os gaúchos que descobriram esse pedaço de chão. Gente como Nadir Sucolotti, que era caminhoneiro quando chegou em Sorriso, há 30 anos. Hoje ele é fazendeiro. “Mato Grosso era uma nova fronteira agrícola. Nós viemos acreditando que isso aqui podia ser algo do futuro.”

A cidade cresceu e ganhou ruas, lojas, casas, mansões. Henrique Longuini saiu do Paraná só com o dinheiro da passagem de volta, que nunca usou. “Vim só com a bolsa e com R$ 200 para voltar se não desse certo. Consegui um trabalho, fiz entrevista e comecei a trabalhar. Em dez dias ganhei o equivalente ao que eu trabalhava o mês todo”, conta.

A economia de Sorriso cresce um pouquinho menos na época do plantio e um pouquinho mais na época da colheita. Os comerciantes da cidade inventaram até um plano de financiamento chamado “plano safra”. O agricultor compra enquanto a soja ainda está bem baixinha, mas paga só quando vender a safra. Ou seja, o prazo corre junto com o tempo da lavoura.

O que acontece na cidade faz sentido porque o Brasil está crescendo assim – do litoral para o interior. É isso que mostra o estudo da Fundação Dom Cabral. O autor da pesquisa, Paulo Vicente Alves, diz que a tendência é que as cidades médias ganhem cada vez mais importância.

“Tem cidades que não são capitais e vão se desenvolver fortemente. Elas são muito mais baratas num primeiro momento. Na medida em que as capitais vão ficando mais caras, vai ficando menos interessante você desenvolver nas capitais e você começa a fugir das capitais pras cidades secundárias.”

Crescer é difícil. Existem muitas barreiras que precisam ser derrubadas. Em Sorriso, por exemplo, escoar a produção é um problema sério.

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