Mato Grosso, 14 de Dezembro de 2017
Política
Conselho dispensa petistas de depor no processo de cassação de Vargas
26.06.2014
02:49
FONTE: G1

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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados dispensou nesta quarta-feira (25) o depoimento do presidente do PT, Rui Falcão, e do líder do partido na Casa, deputado Vicentinho (SP), no processo que apura a eventual quebra de decoro do deputado André Vargas (sem partido-PR). O parlamentar do Paraná é suspeito de ter feito tráfico de influência para beneficiar o doleiro Alberto Youssef, preso pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Vargas renunciou à vice-presidência da Câmara e se desfiliou do PT após virem à tona denúncias de que ele teria favorecido e se beneficiado da relação com Youssef, suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

De acordo com denúncias publicadas na imprensa, o deputado usou um jatinho pago pelo doleiro e ajudou a intermediar um contrato de uma empresa de Youssef com o Ministério da Saúde.

A previsão era de que Falcão e Vicentinho fossem ouvidos nesta quarta pelos integrantes Conselho de Ética. No entanto, na sessão desta quarta, o relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), afirmou que os dois petistas foram dispensados por não terem se manifestado sobre o convite para irem prestar esclarecimentos sobre a postura do ex-integrante do PT. O colegiado não tem poder para convocar testemunhas, somente pode convidá-las.

Além de Falcão e Vicentinho, também foi dispensado de prestar depoimento o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. Ele justificou ao conselho que não poderia comparecer à sessão em razão de “compromissos inadiáveis”. Gadelha é suspeito de ter intermediado as negociações entre o ministério com o laboratório Labogen, empresa que teria ligações com o doleiro do Paraná.

O relator do processo no Conselho de Ética ironizou a ausência das três testemunhas e disse que existe uma "manobra" para tentar adiar a análise do processo que pode culminar na cassação de André Vargas.

“Muitas vezes, [a ausência] significa o que a pessoa não quer dizer, como essas testemunhas que hoje foram dispensadas. E há manobras claramente protelatórias, já estamos entrando em julho e nós estamos cumprindo nosso prazo  (…) tentando chegar na entrega do nosso relatório antes do recesso parlamentar”, afirmou Júlio Delgado.

Durante a sessão, o relator apresentou sugestões de testemunhas que ele quer ouvir antes de elaborar o relatório que irá recomendar ou não a cassação do parlamentar do Paraná. O prazo para a apresentação do parecer se encerra em 24 de julho.

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