Mato Grosso, 19 de Outubro de 2020
Economia
Água x Pandemia
11.07.2020
FONTE: Valderi de Sales Sampaio

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  • Água x Pandemia

A solidariedade humana está em alta nestes tempos de pandemia, quando grande parte da população tem buscado meios para manter suas necessidades essenciais. Desde que os governos definiram medidas para restringir a propagação do novo coronavírus, uma ala da sociedade tem se mobilizado para atender essas necessidades.

 

Tem sido comum, desde meados de abril, a realização de lives por artistas, com o intuito de arrecadar alimentos e manter as famílias que mais sentiram os reflexos da pandemia com as panelas cheias. Os artistas lideram e as famílias se unem num propósito bastante digno e merecedor de elogios.

 

Por outro lado, entidades também se mobilizam para manter a assistência prestada em outros tempos, sempre de olho no bem-estar social.

 

Governos adotaram medidas para diminuir o peso sobre os ombros dos contribuintes, pessoas físicas e jurídicas. Foram postergadas datas para pagamentos de tributos e impostos, procurando dar fôlego a quem mantem a estrutura governamental. Atitudes que reconhecem a necessidade de aliviar a carga num momento que tem deixado todo mundo, de alguma forma, vulnerável.

 

Entre as medidas adotadas para abrandar os efeitos da pandemia estão a proibição de corte no fornecimento de serviços essenciais, como energia e água. Decisão adotada por entender que todos dependem da oferta desses produtos.

 

O que falar do aumento exagerado nas cobranças de água em Lucas do Rio Verde? Os valores que consumidores estão recebendo em suas contas é desanimador. Pra não dizer outra coisa. Tem casos de que os valores dobraram, triplicaram, quadruplicaram. Mesmo sem ampliar, de forma exagerada, o consumo, de forma que a empresa concessionária pudesse justificar esse aumento exacerbado.

 

Saiba mais: 

+ Lucas: Moradores do bairro Pioneiro reclamam de aumento excessivo das contas de água

 

Vale lembrar que a empresa que gere o setor é uma autarquia, empresa que tem gestão própria, mas fiscalizada e tutelada pelo município, a quem deveria prestar serviço com preço e qualidade compatível. Será que os setores responsáveis pela fiscalização não tomaram conhecimento dos queixumes populares acerca dos valores cobrados pelo consumo de tão precioso líquido? Não acompanham redes sociais? Não verificam o que é divulgado pela mídia?

 

Num momento em que toda a sociedade está se sacrificando, procurando se ajustar as medidas restritivas para evitar a propagação da Covid-19, seria muito que os serviços essenciais fossem tratados como essenciais, sem essa majoração nas contas de água? É pedir muito?

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