Mato Grosso, 26 de Abril de 2026
Economia / Agronegócio

Dólar opera em alta nesta sexta-feira, mesmo após aumento dos juros

31.05.2013
12:00
FONTE: G1

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O dólar comercial opera em alta nesta sexta-feira (31), mesmo após o Banco Central ter surpreendido o mercado ao elevar a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, para 8% ao ano na noite de quarta-feira (29). O mercado especula se a autoridade monetária intervirá para impedir que o dólar continue a subir, evitando pressões inflacionárias adicionais.

A moeda norte-americana subia no exterior nesta sessão, diante do movimento de aversão ao risco nas praças financeiras internacionais.

Perto das 12h, o dólar subia 0,92%, para R$ 2,133 na venda. 

Na quarta-feira, a moeda encerrou em alta de 1,90%, cotada a R$ 2,1136.

"A alta (do dólar ante o real) de hoje condiz com a valorização da divisa em relação a outras moedas no mundo", afirmou o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, acrescentando que a recente valorização de Wall Street evidencia uma saída de capital de emergentes para outros mercados.

O dólar avançava de forma generalizada no exterior diante de um movimento de aversão a risco nesta sessão. A divisa vem se valorizando recentemente devido a preocupações de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, diminua seu programa de estímulo monetário --o que reduziria a oferta de dólares no mercado.

A disputa entre agentes do mercado pela formação da taxa Ptax, que é usada com referência na liquidação de diversos contratos de câmbio e derivativos, também colaborava para a valorização da divisa, segundo o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.

No entanto, ele ponderou que após o fechamento da taxa, que acontece por volta das 13h, a valorização do dólar poderá perder força devido à decisão do Banco Central de elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, acima do que a maioria do mercado de juros apostava.

Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) endureceu o combate à inflação e acelerou o ritmo de alta da Selic, elevando-a em 0,50 ponto percentual, acima do que a maioria do mercado de DI apostava.

"Seria natural o dólar cair com o aumento da Selic. Essa alta de 0,50 (ponto percentual) pode vir a atrair fluxo para o país", disse Siaca.

O mercado questiona-se agora se o BC irá intervir para segurar a valorização do dólar, uma vez que isso pode causar novos repasses à inflação e prejudicar os esforços da autoridade monetária em segurar os preços por meio da elevação dos juros. No ano passado, a autoridade monetária agiu depois que a moeda passou dos R$ 2,10.

"Houve a declaração do (Guido) Mantega de que o dólar não seria usado como ferramenta para balizar a inflação. Isso matou as expectativas de intervenção pelo menos por enquanto", disse Sasaki, da XP, lembrando da fala do Ministro da Fazenda na quarta-feira de que o dólar não é uma preocupação para o governo.

Na quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a valorização da moeda norte-americana não é uma preocupação para o governo e que o câmbio não será usado como ferramenta para combater a inflação.

Ele defendeu que a valorização do dólar é um movimento internacional em resposta às especulações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), reduza seu programa de estímulo monetário.

As declarações de Mantega reduziram um pouco a expectativa de que o BC intervenha no mercado para conter a alta da moeda norte-americana, movimento que geralmente se traduz em repasses aos preços.

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