A Polícia Militar de Lucas do Rio Verde teve trabalho para conter uma rebelião no Centro de Detenção Provisória do município na noite deste sábado. Um dos reeducandos jogou água quente contra um agente penitenciário que se esquivou e teve as costas e parte do rosto queimados no ataque. Ele teve que ser encaminhado para atendimento médico no hospital do município, com suspeita de queimadura de segundo grau.
Após a agressão, o clima ficou tenso dentro do CDP, sendo necessária ação da Polícia Militar, que usou armas com balas de borracha para conter a rebelião. Conforme populares, vários tiros foram disparados no interior do presídio, porém não houve nas unidades de atendimento de Lucas do Rio Verde registros de atendimentos a feridos.
A situação ficou tensa também para familiares dos detentos, que acompanharam do lado de fora toda a movimentação dentro do CDP. De acordo com a imprensa local, a situação foi contornada por volta das 2 horas da madrugada deste domingo. Há ainda informação que presos seriam transferidos ainda durante o fim de semana.
O principio de motim acontece no momento em que o Estado se prepara para assumir o CDP construído pelo município. Durante os últimos dias, autoridades locais pressionaram o governo do Estado para o envio de agentes prisionais em número suficiente a atender o funcionamento do novo espaço. Até o remanejamento de seis profissionais, havia apenas 9 agentes carcerários se revezando em atividades administrativas e de segurança do local, numa escala de trabalho desumana.
Conforme o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Edu Pascoski, os agentes designados temporariamente estarão em Lucas até que o governo formalize o treinamento de 20 profissionais aprovados em concurso. Ele informou à imprensa local ainda que “nesta segunda-feira, serão trazidos da Capital, aproximadamente 100 colchões que serão destinados para a nova cadeia”.
Na próxima semana, uma equipe da Secretaria de Segurança do Estado vem a Lucas do Rio Verde para fazer uma vistoria nas instalações da nova cadeia. “Feito isto, o secretário assinará um documento onde se comprometerá em tomar conta do presídio. Este documento será encaminhado ao Juiz da vara de execuções penais, que deverá decidir-se pela desinterdição da cadeia pública”, explicou o secretário.