Mato Grosso, 16 de Maio de 2026
Economia / Agronegócio

Em MS, pesquisas visam manter características do gado pantaneiro

29.03.2012
09:40
FONTE: G1

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Na fazenda Santo Augusto, em Rochedo, a 80 quilômetros de Campo Grande, em 400 hectares é encontrado um rebanho de 60 animais da raça pantaneira. Com um olho na preservação da raça e outro no potencial econômico, o criador Thomas Horton começou o investimento há dois anos.

O bovino pantaneiro chegou ao Brasil na época da colonização das Américas. De temperamento dócil, a raça é de estatura pequena e tem a predominância da cor amarelo avermelhada.

O rebanho adaptou-se plenamente ao nosso clima, cresceu e se multiplicou, mas com o passar dos anos perdeu espaço para outras raças, por isso, a vaca tucura, como também é chamada, está sendo submetida a fertilização in vitro, um trabalho de multiplicação do gado pantaneiro.

A fazenda Santo Augusto é um dos quatro núcleos de pesquisa da Embrapa Pantanal sobre esses animais. O projeto tem a parceria de outros centros de pesquisa e universidades. Heitor Romero, professor de reprodução, explica que a FIV, fertilização in vitro, além de ajudar na sobrevivência da raça, pode revelar muitas informações, até então desconhecidas.

Após a fecundação, o embrião vai ser implantado nas vacas receptoras, as barrigas de aluguel.

José Carlos Morellin mora na região há mais de 20 anos. É a primeira vez que trabalha com a raça e conta que se depender dele, o bovino pantaneiro vai ter vida longa.

A Embrapa coordena outros três projetos de multiplicação de bovino pantaneiro, dois no Pantanal e um no município de Rio Negro, mas a técnica da fecundação in vitro está sendo usada apenas na fazenda Santo Augusto. No futuro, os pesquisadores querem oferecer essa técnica para outros criadores.

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