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O major da Polícia Militar Pedro Henrique Silva Garcia, preso em flagrante por contrabando de Mounjaro e anabolizantes na terça-feira (3), em Cuiabá, voltava do Paraguai em um carro dirigido por Mário Henrique Tavito da Silva. O motorista foi denunciado na Operação Apito Final, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho e teve como principal alvo Paulo Witer Farias Paelo, o WT.
A decisão da Justiça Federal identifica os três ocupantes do carro abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Consta dos autos que, em 03/11/2026, por volta das 06h45, no km 387 da BR-364, em Cuiabá/MT, equipe da Polícia Rodoviária Federal abordou o veículo […] conduzido por MARIO HENRIQUE TAVITO DA SILVA e tendo como passageiros FELIPE ALIFER LEOCADIO DA ROSA e PEDRO HENRIQUE SILVA GARCIA, que retornavam do Paraguai.”
Uma decisão da Justiça estadual anexada ao processo federal detalha as suspeitas contra Mário com base nas apurações da Polícia Civil.
“Narra a autoridade policial que MÁRIO HENRIQUE é titular de três pessoas jurídicas, sem funcionários cadastrados, e as utiliza na lavagem de capitais em benefício da organização criminosa. Conforme o Relatório Técnico n.º 2023.5.285470, o representado movimentou elevada quantia com alvos da presente investigação.”
Na abordagem, os três ocupantes disseram que compraram perfumes e medicamentos no Paraguai para uso pessoal. Depois que a PRF encontrou medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros produtos estrangeiros no carro, Felipe afirmou que toda a mercadoria era dele e que Mário e o major apenas o acompanhavam.
Na Polícia Federal, Felipe mudou a versão. Segundo o termo de interrogatório, ele “retificou essa informação, afirmando que cada um dos ocupantes realizou suas próprias compras”. Questionado sobre as canetas emagrecedoras apreendidas, “respondeu que não as trouxe”. Mário e o major exerceram o direito de permanecer em silêncio.
Segundo a Polícia Civil, o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico investigado pela Apito Final movimentou R$ 65 milhões. A investigação atribui a WT o uso de imóveis de alto padrão, carros de luxo e comércios registrados em nome de terceiros para ocultar a origem dos recursos. O time de futebol amador Amigos WT também teria sido usado para encobrir as atividades do grupo.
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