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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas para cumprir 10 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso investigado por extorquir comerciantes em Nova Mutum/MT. A investigação aponta que membros de uma facção exigiam pagamentos periódicos de empresários sob grave ameaça, impondo uma espécie de “taxa” para que os estabelecimentos pudessem funcionar sem represálias.
A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e revelou um esquema criminoso estruturado, com divisão de funções entre os investigados e atuação organizada voltada à obtenção de recursos por meio da intimidação de comerciantes.
Segundo a Polícia Civil, as cobranças eram realizadas de diferentes formas. Em alguns casos, as vítimas recebiam ligações telefônicas com ameaças e exigências de pagamento. Em outros, integrantes do grupo compareciam pessoalmente aos estabelecimentos para reforçar a cobrança ilícita e intimidar os proprietários, criando um ambiente permanente de medo e constrangimento. Os valores exigidos variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento.
Durante a investigação, um dos principais alvos chamou a atenção pelo rápido aumento de patrimônio. De acordo com a Polícia Civil, embora possua extenso histórico criminal e tenha obtido progressão de regime apenas em agosto de 2025, não foram identificadas fontes formais de renda compatíveis com a aquisição do veículo de alto valor.
A discrepância patrimonial reforçou os indícios de lavagem de capitais e fundamentou a decisão judicial que determinou o sequestro do automóvel como possível produto ou proveito das atividades criminosas investigadas.
Conforme a Polícia Civil, as medidas judiciais têm como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, impedir a continuidade das extorsões, preservar a ordem pública, garantir a aplicação da lei penal e descapitalizar financeiramente o grupo.
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