Mato Grosso, 12 de Agosto de 2022
Economia / Agronegócio
Supersafra de milho e alta do diesel provocam aumento nos custos do frete
25.07.2022
08:45
FONTE: Redação com Assessoria

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  • Foto: Agência Brasil

    Foto: Agência Brasil

O Boletim Logístico da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado este mês, aponta para altas sobre o custo do frete no País, mas com destaque para Mato Grosso, onde a elevação anual chega a 100% e com o transporte de uma tonelada de milho custando 520 reais.

 

A Conab destaca novos fatores para a alta nas cotações do transporte agrícola, como a migração dos prestadores de serviços para o Centro-Oeste do País, atendendo à demanda da colheita do milho segunda safra na região.

 

Este movimento, combinado com a elevação nos preços do diesel, reduz ainda mais a oferta de caminhões no País.

 

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, o valor do frete rodoviário em junho apresentou elevação em todas as praças.

 

Em alguns trechos, como saindo de Sorriso com destino ao porto de Santos, em São Paulo, houve elevação mensal, entre maio e junho, de 43%.

 

Já na rota Sorriso ou Primavera do Leste com destino ao Porto de Paranaguá, no Paraná, o incremento mensal é de 50%. Já em um ano é de 100%.

 

Conforme o Boletim, em junho do ano passado o custo de transporte de uma tonelada era de 75 reais e agora é de 150 reais.

 

A rota Querência, na região do Araguaia, a São Luiz, no Maranhão, é mais cara partindo de Mato Grosso, chega a 520 reais a tonelada, alta anual de 68%.

 

Com a previsão de recorde na segunda safra de milho, já se observa grande deslocamento nas áreas de produção devido às retiradas do produto das lavouras e o escoamento até as unidades armazenadoras situadas nas fazendas, tradings, cooperativas e armazéns gerais.

 

Os aumentos de fretes mais expressivos são aqueles identificados com destino aos portos de Santos, Santarém e Paranaguá, para atender contratos de exportação e o escoamento da safra de soja.

 

 

Assim, mesmo com a safra do milho já em pleno curso, é esperado que em julho os preços se mantenham ou até mesmo apresentem elevações, decorrentes do conflito entre o escoamento da safra de soja e a colheita recorde de milho, em Mato Grosso.

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